SP – Mocidade Alegre celebra neste dia 24 de setembro seus 53 anos de fundação

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Nesse dia 24 de setembro a tradicional Mocidade Alegre, dez vezes campeão do carnaval paulista completa 53 anos de fundação, com sede no bairro do Limão.

Desde o carnaval de 1971 a Mocidade Alegre desfila no grupo especial das escolas paulistas de forma ininterrupta, estando desde 2003 sob a presidência de Solange Cruz Bichara Rezende.

Mocidade Alegre – Carnaval de São Paulo

No topo mais alto do pódio a escola Mocidade Alegre já esteve por dez vezes no grupo especial, uma vez pelo grupo de acesso (segunda divisão) e em uma oportunidade na categoria de bloco especial, no carnaval de 1969.

Iniciando a desfilar no grupo especial das escolas de samba paulistas no ano de 1971, como já foi mencionado, já de cara foi tricampeã nos carnavais de 1971-1973, tendo retornado ao topo do pódio somente no carnaval de 1980, quando apresentou o enredo “Embaixada de Bambas e Samba – A Festa do Povo” do carnavalesco Edson Machado, que estava na escola desde o campeonato de 1973.

Do carnaval de 1981 a 2003 a escola conquistou três vice-campeonatos com a apresentação dos enredos “Visungo Canto de Riqueza” em 1981, “O Cientista Poeta – Paulo Vanzolini” no carnaval de 1988 e “Omi – O Berço da Civilização Iorubá”, na folia de Momo de 2003.

No carnaval de 2004 a agremiação voltou a vencer o carnaval paulista desta vez com a apresentação o enredo “Do Além-Mar à Terra da Garoa… Salve Esta Gente Boa” do carnavalesco Nelson Ferreira, feito este que se repetiu logo em seguida no carnaval de 2007, naquela oportunidade com o enredo “Posso Ser Inocente, Debochado e Irreverente… Afinal, Sou o Riso dessa Gente”, dessa vez sob a responsabilidade do carnavalesco Zilkson Reis, que estava na escola desde 2005.

Mocidade Alegre – Carnaval de 2007

No carnaval de 2009 uma comissão de carnaval formada pelos carnavalescos Fábio Lima, Flávio Campello, Márcio Gonçalves e Sidnei França de novo levou a Mocidade Alegre a mais um campeonato, desta vez com o enredo “Da Chama da Razão ao Palco das Emoções… Sou Máquina, Sou Vida… Sou Coração Pulsando Forte na Avenida”.

Nos carnavais de 2012, 2013 e 2014 a escola voltou a ser tricampeã, naquela época com a dupla de carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França, os quais já estavam atuando na agremiação desde o carnaval de  2009, parceria esta que perdurou até 2015.

O enredo “Ojuobá – No Céu, os Olhos do Rei… Na Terra, a Morada dos Milagres… No Coração, Um Obá Muito Amado!” do carnaval de 2012 retratou o  candomblé, a capoeira e as festas populares que sempre fizeram parte do universo do livro “Tenda dos Milagres”, romance de Jorge Amado de 1969. A escola foi muito feliz ao reproduzir uma Salvador da primeira metade do século passado, com destaque para a sua efervescente cena cultural, que mesclava a religiosidade, a música e a plástica africanas aos símbolos portugueses e católicos, grande desafio para a escola que precisou superar um incêndio que atingiu o barracão da escola no Viaduto Pompeia.

“… O rufar do tambor vai ecoar


Tenho sangue guerreiro, sou Mocidade!


A luz de Ifá vai me guiar


Ojuobá espalha axé, felicidade!…”

 

(Trecho do samba da Mocidade Alegre – carnaval de 2012 – autoria dos compositores Fernando, Leandro Poeta, Renato Guerra, Rodrigo Minuetto, Thiago e Vitor Gabriel)

No carnaval de 2013 a disputa foi muito acirrada e terminada a apuração a Mocidade alegre acabou com a mesma pontuação da segunda colocada, e um décimo à frente no desempate.  No fim a Sociedade Rosas de Ouro ficou com a segunda colocação.

O enredo desse carnaval foi “ A Sedução me fez provar, me entregar à Tentação… Da Versão Original, qual será o final? ”, em cujo desfile a escola apresentava em suas alas os pecados que as pessoas cometem sendo seduzidas, como a gula e a avareza, por exemplo, tendo a escola sido dividida em 22 alas, apresentando cinco carros alegóricos.

Mocidade Alegre – Carnaval de 2013

Já no carnaval paulista de 2014, foi a vez da Mocidade Alegre levar para o Anhembi o enredo “Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar”, em cujo desfile a escola falou sobre as diferentes maneiras de vivenciar a fé. No seu desfile a agremiação mergulhou na religiosidade de várias partes do mundo, vestindo várias de suas alas com elementos de diversas religiões como o judaísmo, o candomblé, o islamismo, o espiritismo e crenças indígenas como a pajelança cabocla, as benzedeiras e os curandeiros.

Foi um desfile praticamente perfeito, tendo a escola vivenciado momentos de tensão nos últimos segundos do desfile, já que a última alegoria da escola ultrapassou a linha de chegada poucos segundos antes de estourar o tempo máximo regulamentar de desfile.

Mocidade Alegre – Carnaval de 2014

Após este último tricampeonato, a Mocidade Alegre, como melhores colocações, alcançou dois vice-campeonatos nos carnavais de 2015 e 2018.

No carnaval de 2015 o enredo apresentado foi “Nos palcos da vida… Uma vida no palco: Marília” com a vida e obra da grande atriz Marília Pêra, dos carnavalescos tricampeões pela escola Márcio Gonçalves e Sidnei França.

Mocidade Alegre – Carnaval de 2015

O desfile de 2018 foi a oportunidade de a escola do bairro do Limão levar para o Anhembi o enredo “A voz Marrom que não deixa o samba morrer” desenvolvido pelo trio de carnavalescos Paulo Brasil, Carlinhos Lopes, Neide Lopes, profissionais estes que já estavam na agremiação desde o carnaval passado.

Desde o carnaval paulista de 2002, quando a escola conquistou apenas um oitavo lugar, a agremiação não ficava com esta mesma colocação, situação esta que aconteceu no carnaval de 2019, com a apresentação do enredo “Ayakamaé – As águas sagradas do sol e da lua”, desfile desenvolvido pelo quarteto de carnavalescos Neide Lopes, Carlinhos Lopes, Paulo Brasil e Márcio Gonçalves.

Mocidade Alegre – Carnaval de 2019

Avaliada a situação de que a Morada do Samba precisava voltar às primeiras colocações dentro do grupo especial paulista, para o carnaval de 2020 a escola contratou o carnavalesco carioca Edson Pereira, que juntamente com Paulo Brasil e Márcio Gonçalves desenvolveram o enredo “Do canto das Yabás renasce uma nova Morada”, onde uma das propostas deste enredo era propor um canto de esperança para o planeta voltar a ser um paraíso. A bateria da Mocidade Alegre mostrou-se ser um dos grandes momentos do desfile da agremiação. Como a intenção do enredo foi promover uma ode aos orixás femininos, a escola contou com cerca de 70% dos integrantes do desfile mulheres. No final a escola ficou com a medalha de bronze, ou seja, terminou com o terceiro lugar depois de finalizada a apuração das notas atribuídas a escola pelos julgadores.

Para seu próximo desfile a agremiação vai levar como enredo para o Anhembi de novo um enredo com destaque para uma figura feminina, desta vez Clementina de Jesus, com o enredo “Quelémentina, cadê Você?” dos carnavalesco Edson Pereira e Márcio Gonçalves.

Mocidade Alegre – Logo Carnaval 2021

Mesmo que ainda não se tenha muita certeza sobre a realização do próximo carnaval, frente a este momento de pandemia pelo qual estamos passando, a agremiação já tem o samba que vai embalar seu próximo desfile, obra dos compositores Márcio André, Fabiano Sorriso, China da Morada, Marquinhos, Biel, Lucas Donato, Daniel Katar, Bello e Marcelo Valência.

PARABÉNS MORADA DO SAMBA…

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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