SP – A Primeira Noite de Desfiles no Anhembi foi de Desfiles Plasticamente Deslumbrantes…

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BARROCA ZONA SUL

A agremiação trouxe para o Anhembi o enredo “Benguela… A Barroca Clama a Ti, Tereza!”, que conta a história da escrava Tereza de Benguela e seus feitos em prol das mulheres negras e da negritude em geral.

Tereza de Benguela já foi enredo no Rio de Janeiro, pelas mãos de Joãosinho Trinta na Unidos do Viradouro.

A Barroca foi a vice campeã do grupo de acesso no carnaval de 2019 e conta com o Presidente mais jovem do grupo especial de São Paulo.

Para esse carnaval de 2020 a Barroca veio com 21 alas, 05 carros alegóricos e 2400 componentes, sendo o verde e rosa as cores da escola, que tem a Estação Primeira de Mangueira como sua madrinha.

Na comissão de frente houve a representação de que cada Yabá colaborou com uma de suas características para a criação de Tereza, por ordem de Obatalá.

O abre alas da Barroca tem 36 metros de comprimento.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que são dançarinos, veio representando Oxóssi e a rainha Tereza.

O segundo carro alegórico representou o eldorado brasileiro, sendo o carro mais alto da escola com 15,5 metros de altura.

O terceiro carro, que trouxe o quilombo do Quariterê, teve uma certa dificuldade para entrar na pista de desfile, quase batendo no gradeado que delimita a pista.

A bateria da Barroca é a única que tem dois mestres de bateria na elite das escolas paulistas, tendo ensaiado um paradão e mais três bossas para apresentar. A bateria foi composta por 200 batuqueiros.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira trouxe o pavilhão do enredo.

O terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira trouxe em sua roupa as cores da diversidade.

O intérprete Pixulé, estreou no carnaval paulista, vindo de agremiações do Rio de Janeiro.

A ala de baianas nas cores branca, preta, amarela e dourada veio logo depois do elemento alegórico da comissão de frente, tendo a baiana mais antiga com 73 anos de idade.

A Barroca conta com uma comissão artística, ao invés de um único carnavalesco.

A data de 25 de julho é a data de morte de Tereza de Benguela e nesta data é comemorado o dia da mulher negra

O Barroca Zona Sul retornou ao Grupo Especial das escolas paulistas depois de ficar 14 carnavais fora dessa elite, com descensos até para os Grupos 2 e 3.

O desfile:

SETOR 1: BENGUELA

SETOR 2: ESCRAVIDÃO EM BENGUELA

SETOR 3: VALE DO GUAPORÉ

SETOR 4: EXTERMINAÇÃO DO QUILOMBO QUARITERÊ

SETOR 5: LEGADO DE TEREZA

 

TOM MAIOR

Projeto do carnavalesco André Marins, a Tom Maior para 2020 trará o enredo “É Coisa de Preto”.

O objetivo deste enredo é dar um novo sentido à frase  “É coisa de Preto”, sentido positivo.

Bruno ribas é o intérprete da escola.

A escola desfilou com 21 alas, 05 carros e 2500 componentes, tendo as cores vermelho, amarelo e branco.

Na saia das baianas veio uma fotografia de Grande Otelo e Ruth de Souza.

A comissão de frente da Tom, Maior não teve elemento alegórico e representava os griôs, contadores de história na tradição africana. O coreógrafo da comissão de frente estreou este ano na Tom Maior.

O abre alas da escola representava o Acalanto de Olokun, com o performático Maurício Pina logo na sua frente.

O mestre Carlão regia a bateria que veio representando o comediante Mussum. Na bateria, veio como participação Mestre Lolo, da Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro.

O segundo carro trouxe os grandes espetáculos como teatro, circo, música e esportes, trazendo sobre este carro o casal de mestre-sala e porta-bandeira Miriam da agremiação.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira representava as figuras de Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga, trazendo o pavilhão de enredo da escola.

O terceiro carro alegórico trouxe o barroco e a tradição negra.

Destaque para a ala cênica trazendo a figura de Madame Satã.

A terceira porta-bandeira da Tom Maior desfila nesta posição há 45 anos.

A quinta alegoria trouxe os transgressores negros – legado de atitude e o quinto carro trouxe a mensagem de que é preciso lutar por justiça, com uma grande escultura de Mariele Franco.

O desfile

A Tom Maior entrou na pista dividida em seis setores.

 

DRAGÕES DA REAL

O carnavalesco Mauro Quintaes é o responsável pelo enredo “A Revolução do Riso: A arte de subverter o mundo pelo divino poder da alegria”.

A bateria da escola é comandada por Mestre Tornado, sendo este o último desfile da rainha de bateria Simone Sampaio. A bateria veio como uma fanfarra.

O desfile

A Dragões da Real virá para seu desfile com 2900 componentes, distribuídos em 22 alas e com cinco alegorias. S cores da escola são o vermelho, branco e preto.

A comissão de frente formada por palhaços teve um elemento alegórico, meio caminhão, meio carroção mambembe.

Logo após a comissão de frente veio já o primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala, elegantemente vestidos nas cores da escola.

O intérprete da escola foi Renê Sobral.

O carro abre alas trouxe o ataque de risos.

O pavilhão de enredo veio conduzido pelo segundo casal de porta-bandeira e mestre-sala, casal este com as fantasias de sorriso do pequeno Deus.

As baianas vieram de Bastet – o gato riso sagrado.

A segunda alegoria trouxe as festas dionisíacas e a terceira alegoria, comédia, costumes e cômica sociedade, num carro com vários palcos, onde eram encenadas peças cômicas.

A quarta alegoria, toda em preto e branco, trouxe o humor em tempos de cólera, com destaque para a figura de Charles Chaplin.

Na última alegoria destaque para os Doutores da Alegria, criados em 1991 em São Paulo, modelo que veio de Nova York e hoje existe como instituição nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Nessa alegoria a mensagem é de que o riso cura.

O desfile da Dragões da Real foi dividido em cinco setores.

Houve problemas com alegorias da Dragões na dispersão e por isso aconteceu atraso da entrada da próxima agremiação na pista de desfile do Anhembi.

 

MANCHA VERDE

Jorge Freitas é o carnavalesco da campeã de 2019 e que para 2020 apresentará o enredo “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem”.

Depois de uma série de problemas com as alegorias da Dragões da Real na dispersão, o desfile da Mancha iniciou bem depois da hora marcada.

O abre alas gigantesco da escola já mostrava que vinha um grande desfile nesse carnaval de 2020 pela Mancha. O abre alas representava “Festa ou Devoção”.

A bateria veio como sacerdotes romanos, tendo a sua frente a rainha Viviane Araújo, em vermelho representando a luxúria.

A ala de baianas representava a maçã do pecado original, seguidas pelas passistas que traziam a representação da serpente.

O desfile da Mancha Verde nesse carnaval apresentou cinco alegorias, 20 alas, com 3.000 componentes e foi dividido em cinco setores, conforme segue:

1° SETOR – Nascimento de Jesus

2° SETOR – Traição

3° SETOR – Condenação

4° SETOR – Morte

5° SETOR – Ressurreição

 

ACADÊMICOS DO TATUAPÉ

O carnavalesco Wagner Santos é o responsável pelo enredo “O ponteio da viola encanta… Sou fruto da terra, raiz desse chão… Canto Atibaia do meu coração”.

A comissão de frente não teve elemento alegórico e representava a música e suas notas musicais, com roupas nas cores predominantes de azul, branco, preto e dourado.

O samba de enredo da escola foi composto por um grupo de onze compositores.

A frente do carro abre alas, que representava a porteira para o paraíso, veio um casal mirim de porta-bandeira e mestre-sala.

A bateria apresentou bossas interessantes e bem executadas, sendo que numa dessas bossas o som executado era de uma festa junina. A bateria teve 240 componentes, sendo que a ala de cuícas é composta somente por mulheres. O mestre da bateria já está frente da mesma por dez anos.

O primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala, Digo e Jussara, veio representando o alvorecer e a noite de Atibaia.

O carro da evolução econômica e industrial tinha como destaque uma maria fumaça soltando papel prateado para o ar, num belo efeito. Na frente desta alegoria havia a alusão ao trabalho escravo e nas laterais a mão de obra dos imigrantes italianos.

As baianas da Tatuapé vieram numa representação de Nossa Senhora do Rosário, tendo 84 anos de idade a baiana mais antiga.

A alegoria seguinte era denominada de puxa o fole sanfoneiro.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira trouxe o pavilhão do enredo deste carnaval.

Ney e Camila formaram o terceiro casal de porta-bandeira e mestre-sala, sendo ele estreante deste ano.

A ala das baianinhas, logo a frente da última alegoria, veio representando a atividade do cultivo das flores.

A última alegoria “perfume e o doce paladar as flores” encerrou o desfile com destaque para a figura dos imigrantes japoneses que em Atibaia se estabeleceram.

O desfile

1° SETOR – Fundação de Atibaia

2° SETOR – Revolução econômica

3° SETOR – Homenagem à Pedra Grande

4° SETOR – Tradições folclóricas

5° SETOR – Homenagem à cultura japonesa

 

IMPÉRIO DE CASA VERDE

Flávio Campello é o responsável pelo desenvolvimento do carnaval do Império de Casa Verde para este carnaval, com o enredo: “Marhaba Lubnãn”, uma homenagem ao Líbano.

A Império veio com 22 alas, cinco alegorias, 2200 componentes e com as cores predominantes da escola que são o azul e o branco.

A comissão de frente veio sem elemento alegórico, somente caixas que eram movimentadas pelos componentes com coisas em seu interior características da cultura libanesa, comissão de frente denominada de guardiões da ancestralidade libanesa.

Mestre Robson comanda a bateria da escola que tem Valesca Reis como rainha. Presença de destaque na bateria da Império, Mestre Marcão, que por anos comandou a bateria da carioca Acadêmicos do Salgueiro.

Carros alegóricos gigantescos para não perder o costume, com destaque para a quarta alegoria que trouxe um mercado libanês.

O terceiro casal de porta-bandeira e mestre-sala destacou-se por trazer um pavilhão metade da escola e metade da bandeira libanesa, em frente à última alegoria, que trouxe os tigres, símbolo da agremiação, que desta vez vieram em família.

A escola terminou seu desfile debaixo de uma chuva fininha.

O desfile da Império de Casa Verde veio distribuído em cinco setores.

O desfile

SETOR 1: MAR MEDITERRÂNEO

SETOR 2: MITOLOGIA FENÍCIA

SETOR 3: LÍBANO NA IDADE MÉDIA

SETOR 4: QUE HERANÇA É ESSA?

SETOR 5: COMUNIDADE LIBANESA NO BRASIL

 

X – 9 PAULISTANA

Pedro Magoo é o carnavalesco da agremiação, estreando na escola nesse carnaval, quando trará o enredo “Batuques para um rei corado”.

Encerrando o desfile nesta primeira noite de desfiles em São Paulo, a X-9 sofreu com problemas na segunda alegoria, que desacoplou e acabou adernando para o lado esquerdo da pista, quase batendo no gradil que delimita a pista.

A X-9 veio para o Anhembi com 25 alas, 05 carros alegóricos, 2.300 componentes. Iniciou seu desfile com uma chuva fina, o que atrapalhou a escola em alguns aspectos.

A comissão de frente também não teve elemento alegórico, encenando a lenda do dia em que os ibejis enganaram  morte.

A primeira porta bandeira Beatriz fez sua estréia com o pavilhão oficial da escola, já que a porta-bandeira anterior quebrou um osso do pé, num dos ensaios técnicos da escola no Anhembi.

A escola apresentou 70 baianas retratando os europeus que vieram para cá e trouxeram influências vindas da Europa para os batuques que aqui se instalaram.

No carro abre alas havia uma mistura das matas brasileiras e da savana africana, nas cores verde e alaranjado.

A bateria do mestre Fábio, veio dividida nas cores vermelho e azul, alusão aos bois de Parintins, Caprichoso e Garantido. Juju Salimeni é a rainha da bateria e apresentou uma fantasia na cor verde.

A terceira alegoria da escola trouxe a manifestação do maracatu, com desfilantes do norte e do nordeste do país

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira veio representando os festejos juninos e trouxe o pavilhão de enredo, já  o terceiro casal representava o tambor de sopapo, originário do Rio Grande do Sul.

O quarto carro alegórico trouxe os batuques cariocas, com destaque para uma imagem de São Jorge no topo da alegoria e a quinta alegoria retratava a coroação do rei dos reis.

O desfile da escola foi dividido em cinco setores.

SETOR 1: BATUQUE MISCIGENADO

SETOR 2: FESTA DO DIVINO

SETOR 3: MARACATU

SETOR 4: BATUCADA CARIOCA

SETOR 5: BATUCADA DE SÃO PAULO

As fotos que ilustram esta matéria são do G1 e Carnavalesco.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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