RJ – Retrospectiva dos desfiles nos dez primeiros anos do sambódromo carioca – Império da Tijuca

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O Grêmio Recreativo Escola de Samba Educativa Império da Tijuca foi fundado em 08 de dezembro de 1940 no Morro da Formiga, situado no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro.

A Império da Tijuca destaca-se por ter sido a primeira escola de samba a usar em seu nome o termo “Império”, razão pela qual tem uma coroa, símbolo da nobreza, em sua bandeira, bem como ramos de fumo e café que traduziam as riquezas do nosso país na época da fundação da agremiação.

Império da Tijuca – Desfile de 2014

No decênio inicial da nova pista da Marquês de Sapucaí a agremiação do Morro da Formiga desfilou no grupo principal das escolas de samba da folia carioca nos carnavais de 1984 a 1987.

No ano de 1985 apresentou o enredo “Se a lua contasse – Homenagem a Custódio Mesquita”, apresentando um conjunto visual que respeitava o verde e branco, cores da agremiação, numa tentativa de também retratar o Rio de Janeiro dos anos 1910 a 1940, mas a quebra de três alegorias durante o desfile acabou atrapalhando o desfile da escola, que acabou ficando com a décima primeira colocação.

Ainda no grupo principal da folia carioca, para 1986 o enredo da agremiação foi “Tijuca, cantos, recantos e encantos” do carnavalesco José Felix, exaltou o bairro de origem da agremiação. Com este desfile a escola alcançou a décima segunda colocação.

Para o carnaval de 1987 o carnavalesco José Felix desenvolveu o enredo “Viva o povo brasileiro”. Nesse desfile problemas ainda na área de concentração fizeram a agremiação iniciar o seu desfile aos 22 minutos, o que fez a escola ter que “correr” no final estourando o tempo, além de ter tido problemas com uma alegoria que passou pela Sapucaí rebocada.

Todos estes percalços levou a escola a alcançar apenas a  décima segunda colocação, rebaixando então a agremiação para o grupo de acesso no ano seguinte.

Grandes carnavalescos passaram pela agremiação, na construção dos enredos apresentados nesse período dos dez primeiros anos do sambódromo carioca, com destaque para as figuras de Ney Ayan, José Félix, Jorge Luiz Vilella e até mesmo Miguel Falabella, que passou a ser o carnavalesco da escola para seu desfile de 1993.

Com a décima segunda colocação obtida pela agremiação no carnaval carioca de 1987, a Império da Tijuca acabou rebaixada para o grupo dois da época, segunda divisão, tendo permanecido nesse grupo até seu desfile de 1989, quando foi rebaixada para o grupo B, terceira divisão.

O vice campeonato em 1990, com o enredo “Na terra do pau-brasil, só mico dourado deu”, possibilitou a escola a voltar ao grupo A para 1991, desfile no qual a escola fez uma crítica aos maus-tratos à natureza.

 

Daí de 1991 a 1993 a escola retornou a desfilar na segunda divisão do carnaval do Rio, tendo nos carnavais de 1991 e 1993 alcançado a oitava colocação com os enredos “Canaã, a terra prometida Brasil” e “Vitis Vinífera, o Império é uma uva” respectivamente.

Em 1993 a escola contratou o ator e autor Miguel Falabella para ocupar o posto de carnavalesco da agremiação, onde permaneceu até 1996.

No carnaval de 1987 a Império da Tijuca abocanhou a premiação do Estandarte de Ouro na categoria de ala das crianças, na apresentação do enredo “Viva o povo brasileiro” do carnavalesco José Félix.

Com essa retrospectiva encerramos a série que abordou os dez primeiros anos da Marquês de Sapucaí, de 1984 à 1993.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Por que retiraram a crítica que fiz anteriormente? Mas vergonhoso do que escreverem um texto com um monte de erros, sem pesquisa alguma, é retirar a crítica feita, como se nunca tivesse havido. Vergonha pura.

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