RJ – Retrospectiva do segundo decênio do sambódromo carioca – Portela

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Vinte e duas vezes campeã do carnaval carioca, sempre desfilando no grupo principal das escolas de samba do Rio de Janeiro, a Portela para o carnaval de 1994 apresentou o enredo “Quando o samba era samba” do carnavalesco José Félix, que por cinco carnavais, não de forma consecutiva, desenvolveu enredos para a Majestade do Samba.

Portela – Desfile de 1994 – Fonte: https://acervoportelense.blogspot.com/2016/04/portela-1994-jeronimo-e-andreia.html

Com este enredo o objetivo da escola era narrar a história do samba desde o continente africano até seu desenvolvimento como gênero musical no nosso país.

Nesse carnaval coube a Portela encerrar os desfiles daquele ano, com uma comissão de frente onde pela primeira vez não estavam os grandes baluartes e integrantes da velha guarda da azul e branco de Madureira. Dessa vez um grupo de bailarinos coreografados por Jerônimo, que também foi o primeiro mestre sala nesse desfile, trazia a figura dos dançarinos de lundú.

Vanda e Pedrinho, destaques de luxo do carro abre alas, vinham representando águias, estando a escola muito bem vestida, aliás como gosta o portelense, num tapete cromático bastante harmonioso.

Como acontece todos os anos, a águia da Portela é muito esperada por todos, que querem muito saber como o símbolo maior da agremiação vai passar pela Sapucaí. Nesse carnaval a águia vinha usando chapéu de malandro.

Com esse enredo apresentado a mensagem do carnavalesco era a de que os bairros de  Oswaldo Cruz e Madureira, no Rio de Janeiro, com certeza abrigavam aquilo que havia de melhor no samba.

O samba-enredo da Portela para esse desfile era avaliado como um dos melhores daquele carnaval, composição de Cláudio Russo, Wilson Cruz e Zé Luiz e durante o desfile a cadência da bateria de Mestre Timbó foi perfeita, tendo os ritmista  a figura de Luiza Brunet como madrinha.

 

Mas a quebra de uma alegoria da escola acabou prejudicando os planos da agremiação de voos mais altos, já que desde 1984 a escola não vencia.

Mesmo com o belo desfile coube a Portela somente um sétimo lugar, num carnaval onde a Imperatriz Leopoldinense foi a vitoriosa, seguida do Acadêmicos do Salgueiro e Unidos do Viradouro.

Para o carnaval de 1995 o carnavalesco José Félix apresentou o enredo “Gosto que me enrosco”, com o claro objetivo de ser uma continuidade do desfile de 1994, mas desta vez com foco na história do carnaval.

Portela – Desfile de 1995 – Fonte: https://twitter.com/ORioAntigo/status/694656052864901120/photo/1

Para esse desfile Rixxa era a nova voz do carro de som portelense, que defendeu aquele que é considerado um dos melhores sambas já apresentados pela águia portelense, composição de autoria de Colombo, Gelson e Noca da Portela.

Novamente a Portela entrava na Sapucaí com o dia raiando, depois de alguns anos tendo de volta as figuras de Paulinho da Viola e João Nogueira, que estavam afastados da escola por divergências com a presidência.

A comissão de frente neste desfile trazia os três personagens característicos do carnaval, arlequim, pierrô e colombina.

Para estar de acordo com o enredo a águia da Portela veio desta vez de máscara, lembrando os antigos carnavais contados pelo enredo da escola, um carro abre alas grandioso e muito bem concebido e acabado.

Portela – Desfile de 1995 – Fonte: http://www.galeriadosamba.com.br/espaco-aberto/topico/se-enroscando-em-amor-proprio-portela-1995/250911/

Bem ao gosto do torcedor da Portela, as alegorias e fantasias estavam muito bem realizados e com ótimo acabamento, com o luxo característico da escola carioca, com predominância das cores da agremiação, com reforço do prata e dourado.

Impecável o grupo de destaques de luxo da escola que embelezavam ainda mais as alegorias apresentadas pela Majestade do Samba. Na alegoria “Baile do Municipal” destaque para a figura de Clóvis Bornay.

O andamento da bateria de Mestre Mug também foi perfeito,  tendo a escola chegado ao espaço da dispersão com os gritos da plateia de “É campeã… “.

Esse foi um desfile tão impactante, que coube a Portela a premiação com o Estandarte de Ouro nos quesitos melhor escola, intérprete para Rixxa e samba enredo.

Por apenas meio ponto de diferença coube a Imperatriz Leopoldinense o campeonato de 1995, seguida da Portela e da Beija Flor de Nilópolis.

Para seu desfile de 1996, o carnavalesco José Félix desenvolveu para a Portela o enredo “Essa gente bronzeada mostra seu valor”, enredo que tinha por objetivo falar sobre a música popular brasileira.

Portela – Desfile de 1996 – Fonte: http://www.galeriadosamba.com.br/espaco-aberto/topico/portela-1996-mordida/255159/

O torcedor portelense ainda com o desfile de 1995 na memória, por todo o sucesso que foi, acabou ficando com um gostinho de quero mais com esse desfile da escola de 1996. Dessa vez o samba não funcionou tão bem, não tendo empolgado o público presente como no ano anterior, mesmo com a ótima interpretação de Rixxa.

Já começava pela águia portelense, que esse ano não impressionou tanto, mesmo que fosse bem elaborada e acabada, mas sem produzir aquele impacto esperado por todos. Dessa vez a águia vinha de chapéu e violão, sem figuras vivas no carro abre alas.

Mester Mug e mestre Paulinho Botelho comandavam os ritmistas portelenses com maestria, sendo que as fantasias da bateria não eram todas iguais.

Ainda na concentração da escola foi prestada uma homenagem a Paulinho da Viola, com Rixxa cantando uma das grandes composições de Paulinho, enaltecendo a Portela.

Jerônimo e Andréia, muito bem fantasiados, com a predominância das cores branco e prata, primeiro casal de mestre sala e porta bandeira portelense, vinham a frente da bateria azul e branco, representando o símbolo maior da escola, a águia.

De novo destaque para a figura de Clóvis Bornay na alegoria que vinha fazendo referência às figuras de Jacó do Bandolim e Pixinguinha.

A evolução da escola foi considerada lenta o que fez a Portela estourar o tempo máximo de desfile, perdendo preciosos pontos em função disso na apuração, situação esta que fez as baianas portelenses terem que correr pela pista da Sapucaí.

Portela – Desfile de 1996 – Fonte: http://compositoresdaportela.blogspot.com/2018/02/momento-portela-1996-alegoria-lembrando.html

No carro da bossa nova, destaque para a presença de Helô Pinheiro, musa inspiradora de Vinicius de Morais.

Acabou a Portela com a oitava colocação nesse carnaval de 1996, tendo a Mocidade Independente de Padre Miguel sido a grande campeã.

Para 1997 o enredo escolhido pela Portela foi “Linda, eternamente Olinda”, sendo que Ilvamar Magalhães foi contratado como carnavalesco da escola. Queria a Portela destacar a história da cidade pernambucana de Olinda, seus aspectos culturais e o frevo, é claro.

Portela – Desfile de 1997 – Fonte: https://freepinwall.blogspot.com/2021/04/desfile-das-escolas-de-samba-na-marques.html

A entrada da Portela na Sapucaí deu-se com atraso em função de problemas na dispersão da Mocidade Independente. No esquenta da escola houve a participação de Paulinho da Viola junto com Rixxa.

Comparativamente o conjunto de alegorias apresentadas pela Portela foi avaliado como inferior com relação a outras agremiações cariocas no desfile desse ano. Um problema com uma das patas da águia do carro abre alas da escola, deixou a agremiação apreensiva perto do momento da escola entrar na Sapucaí.

Valéria Valenssa, a eterna Globeleza enfeitou o desfile da Majestade do Samba.

Alexandre a Andréa formaram o primeiro casal de mestre sala e porta bandeira portelense para esse desfile, ricamente vestidos.

Carlos Reis desfilou como destaque de luxo no carro abre alas da agremiação nesse carnaval.

Portela – Desfile de 1997 – Fonte: http://www.sambariocarnaval.com/index.php?sambando=fotos1997

Todos os problemas pelos quais a Portela passou nesse desfile, especialmente nos quesitos evolução, bateria e um samba que não rendeu tão bem na passarela,  acabaram fazendo com que a escola ficasse de novo na oitava colocação, assim como no ano anterior.

Para o carnaval de 1998 Ilvamar Magalhães desenvolveu o enredo “Os olhos da noite”, enredo com o objetivo de que a escola falasse sobre a magia da noite, com um samba enredo considerado por muitos como o melhor daquele ano.

De novo nesse carnaval a Portela ficou com a responsabilidade de fechar a primeira noite de desfiles e segundo a imprensa da época, foi um encerramento de luxo, pelo alto nível do desfile apresentado em seu conjunto.

De novo Paulinho da Viola participou do esquenta da escola, dessa vez com o interprete Rogerinho, que assumiu o carro de som da escola nesse carnaval.

A qualidade do samba composto por Noca da Portela, Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha era indiscutível, tendo sido muito bem cadenciado pela Tabajara do Samba, que precisava recuperar as notas dez perdidas no carnaval de 1997.

Dessa vez as alegorias da escola apresentaram uma evolução com relação ao desfile do ano anterior, com bom acabamento, mas sem aquele luxo característico da Portela.

Portela – Desfile de 1998 – Fonte: https://i.pinimg.com/originals/bd/02/69/bd0269a9b32c9c4f2925f914312795e5.jpg

A escola teve problemas com esculturas de alegorias que passaram danificadas pela Sapucaí, o que trouxe a perda de de pontuação no quesito.

Com esse desfile a Portela saiu da Sapucaí avaliada como o melhor desfile da primeira noite.

Dessa vez a Portela melhorou sua colocação, já que terminou na quarta colocação, num ano em que as grandes campeãs foram estação Primeira de Mangueira e Beija Flor de Nilópolis, que terminaram empatadas.

Somado a tudo isso a Portela foi a vencedora do Estandarte de Ouro nos quesitos samba enredo e passista masculino.

Para 1999 houve o retorno do carnavalesco Joé Félix à Portela, que desenvolveu o enredo “De volta aos caminhos de Minas Gerais”, enredo este com foco no estado de Minas Gerais.

Portela – Desfile de 1999 – Fonte: http://aguiasportela.blogspot.com/2012/04/

Rogerinho comandava o carro de som da escola, na sustentação do samba  de autoria dos compositores Colombo, Darcy Maravilha, J. Rocha e Noca da Portela, samba este que não estava cotado entre os melhores daquele carnaval.

A atriz Taís Araújo personificou Chica da Silva nesse desfile portelense.

A comissão de frente da Majestade do Samba fazia clara  referência o barroco mineiro do século XVIII na sua representação.

Adriane Galisteu desfilou como musa da escola a frente da segunda alegoria da Portela, alegoria esta que trazia o destaque Carlos Reis com uma fantasia em tons de verde, com a qual havia desfilado no Hotel Glória, no tradicional concurso de fantasias que era realizado anualmente.

Nesse desfile a escola teve problemas nos quesitos evolução e harmonia, quesitos nos quais a Portela geralmente se saia muito bem, mas o fato é que o desfile não empolgou a plateia da Sapucaí.

Marcelinho e Rutinha estreavam como primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da Majestade do Samba e vinham a frente da bateria de Mestre Mug.

A velha guarda veio sob a alegoria da maria fumaça, que deixava na Sapucaí um aroma de café, típico aroma mineiro.

No final o resultado obtido com este desfile levou a escola de volta a uma oitava colocação apenas, sendo que a Imperatriz Leopoldinense foi a grande vitoriosa desse ano.

Para o carnaval do ano 2000 a Portela  apresentou o enredo “Trabalhadores do Brasil, a época de Getúlio Vargas”, último carnaval de José Félix como carnavalesco da escola. Com esse desfile a escola queria retratar a Era Vargas, período controvertido da história brasileira, quando o gaúcho Getúlio Dorneles Vargas comandou nosso país.

Portela – Desfile de 2000 – Fonte: http://aguiasportela.blogspot.com/2012/04/aguia-2000-aguia-do-seculo-21.html

O samba enredo era de autoria dos compositores Ailton Damião, Amilton Damião, Edinho Leal, Edynel e Zezé do Pandeiro, não sendo muito bem avaliado desde a fase do pré carnaval carioca.

De novo a Majestade do Samba tinha a responsabilidade de encerrar a primeira noite de desfiles, dessa vez com Adriane Galisteu ocupando o cargo de madrinha de bateria e o carro de som da Portela estava dessa vez sob o comando de Gera.

Adriane Galisteu como madrinha de bateria da Portela no carnaval carioca de 2000 – Fonte: https://extra.globo.com/famosos/adriane-galisteu-dispensa-fantasia-seminua-em-seu-retorno-ao-carnaval-venho-de-calca-na-ala-da-velha-guarda-18408220.html

Críticas foram feitas a forma como o enredo foi apresentado, minimizando a repressão existente na época do Presidente Getúlio Vargas, que notabilizou-se por ser aquele que mais tempo ficou no poder no nosso país.

A parte plástica  desse desfile também apresentou falhas observadas, já que alegorias e fantasias de alas em nada impactaram o público que assistiu a este desfile, muito provavelmente pela falta de recursos financeiros para colocar esse carnaval da escola na rua.

De novo o destaque desse desfile foi a bateria da agremiação azul e branco de Madureira e a empolgação de seus desfilantes, mas o fato é que depois de encerrado esse desfile não haviam muitas chances da escola alcançar bom resultado, sendo que a escola alcançou apenas um décimo lugar nesse carnaval da Cidade Maravilhosa.

Para 2001 Alexandre Louzada assumiu como carnavalesco da Portela, ele que já havia estado na escola nos carnavais de 1985 e 1986, dessa vez tendo ficado nesse posto por mais três anos.

Portela – Desfile de 2001 – Fonte: LIESA carnaval de 2001

Para o carnaval de 2001 o enredo da Portela foi “Querer é poder”, enredo este que tinha como foco as diversas formas de poder, primeiramente o poder da Portela, seguido do poder da natureza, o poder da mente, os mágicos poderes, o poder da fé, os podres poderes e por fim o poder do povo. Já era o quarto ano consecutivo, que a Majestade do Samba desfilava no primeiro dia.

Do ponto de vista plástico, nos quesitos alegorias e fantasias a escola passou bem, mas segundo os críticos do carnaval, sem muitas soluções criativas, assim como se deu com outras agremiações. Dessa vez a águia era estática, não apresentando os movimentos dos anos anteriores que tanto encantavam os torcedores portelenses.

Gera permaneceu como interprete principal da escola, assim como Adriane Galisteu a frente da bateria portelense.

Esse foi outro desfile onde o orgulho dos portelenses que serem campeões por vinte e uma vezes foi exaltado mais um vez, sendo estas conquistas representadas através de estandartes que haviam no carro abre alas, que dessa vez trazia suas principais figuras e integrantes da velha guarda, fato este entendido por muitos como de máximo respeito da escola para com essas grandes figuras da história portelense.

Destaque para o grupo de integrantes da comissão de frente, extremamente bem vestidos e executando uma coreografia bastante elegante, cheia de movimentos bem sincronizados. Na avaliação de muitos a coreografia apresentada pelo grupo foi muito lenta, o que fez a escola ter que dar uma acelerada no final, para não desfilar por um tempo maior do que aquele estabelecido no regulamento.

Mas houveram críticas ao fato da agremiação não ter escolhido um enredo sobre o centenário de Paulo da Portela, havendo apenas uma referência a este personagem tão importante na historia portelense através de uma foto no carro abre alas.

A bateria esteve perfeita em sua cadência, mas o fato é que entrou no segundo recuo já quando faltavam apenas dezoito minutos para o tempo máximo de desfile, o que já era sinal de que para passar no tempo, a Portela teria que acelerar seu desfile para não perder preciosos pontos, o que prejudicou a escola nos quesitos evolução e harmonia, além do fato do samba não ser considerado como dos melhores daquele carnaval.

Pelo júri do Estandarte de Ouro a Portela foi a vencedora no item comissão de frente com esse desfile.

Tanto esse desfile teve seus problemas, que restou a Portela somente a décima colocação, num ano em que a Imperatriz Leopoldinense venceu a Beija Flor de Nilópolis por apenas meio ponto de diferença.

Para o carnaval de 2002 a Portela veio falando novamente sobre a Amazônia, que já lhe tinha dado um campeonato. Dessa vez Louzada desenvolveu o enredo “”Amazonas, esse desconhecido. Delírios e verdade do eldorado verde”.

Portela – Desfile de 2002 – Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/repinique/post/amazonia-cinco-desfiles-que-exaltaram-floresta-na-sapucai.html

Coube a Majestade do Samba encerrar os desfiles daquele carnaval cantando a Amazônia, tendo desta vez deixado seus torcedores muito satisfeitos com a águia apresentada logo no início do desfile da escola, pelo realismo da mesma, obra dos artistas parintinenses, tão familiarizados com o tema escolhido pela escola.

O samba portelense era de autoria dos compositores David Corrêa, Grillo e Naldo funcionou bem na avenida tendo David Corrêa participado do grupo de cantores do carro de som portelense.

 

Portela – Desfile de 2002 – Fonte: http://www.apoteose.com/siteantigo/fotos_2002/Portela2002-06.jpg

Como inovação, o primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, novatos na escola, Fabrício e Christiane veio logo após a comissão de frente, que representava invasores espanhóis, antes do carro abre alas portelense, deixando de ocupar o espaço logo a frente da bateria como era costume.

A figura da eterna portelense Clara Nunes foi representada pela também cantora Fafá de Belém logo após o carro abre alas da agremiação azul e branco.

O patrocínio que a escola conseguiu, especialmente com grandes empresas com sede no estado do Amazonas, propiciou recursos para um desfile bem elaborado e especialmente para vestir várias alas da comunidade, onde os integrantes receberam a fantasia para desfilar, ocupando o lugar de ala comerciais, que na avaliação de muitos, não traziam tanta empolgação assim para o desfile da escola.

Outro momento de grande emoção na passagem da Portela pela Sapucaí foi Paulinho da Viola de mãos com Dona Dodô, lendária porta bandeira da escola no passado.

Lógico que num desfile falando de Amazônia não poderia faltar a citação aos bois de Parintins, sendo que a frente da bateria, rainha e madrinha, cada uma vinha fazendo essa referência, uma vestindo fantasia em azul e a outra em vermelho.

Mesmo com toda a beleza desse desfile, a escola foi derrubada com notas baixas no quesito harmonia e acabou de novo na oitava colocação, ficando de fora da  noite das campeãs daquele ano.

Por fim, para o carnaval de 2003, Alexandre Louzada apresentou o enredo “Ontem, hoje e sempre Cinelândia – o samba entre em cena na Broadway brasileira”, enredo tipicamente carioca, sobre essa região que fica na área central da Cidade Maravilhosa.

Portela – Desfile de 2003 – Fonte: http://compositoresdaportela.blogspot.com/2016/11/portela-foi-um-rio-que-passou-em-minha_22.html

Foi de novo um desfile com o dia raiando no Rio de Janeiro, situação que para a Portela já era mais do que usual, fechar uma noite de desfiles.

Nesse carnaval o grupo de comissão de frente portelense vinha como que realizando a encenação do filme  “E o vento levou”, com seus diversos personagens, filme este ganhador de várias premiações na época, inclusive o Oscar.

Nesse desfile vários importantes estabelecimentos que ficam na Cinelândia carioca também não foram esquecidos pelo carnavalesco, como a Biblioteca Nacional, o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes, não esquecendo dos diversos cabarés, teatros de revista e teatros de comédia.

Durante o desfile uma alegoria quebrou no meio da pista, ocasionando problemas na evolução da agremiação de Madureira.

Nítido para alguns a falta de investimento da escola para esse desfile, situação esta que teria sido um dos motivos para que o carnavalesco pedisse demissão logo após o carnaval, tendo inclusive criticado o Presidente portelense pela falta de recursos para a realização desse enredo.

Portela – Desfile de 2003 – Fonte: LIESANet

A beleza da ala de baianas portelenses, nas cores preto e branco também foi um dos pontos altos desse desfile, assim como a ala representando o povo que diariamente transita pela região da Cinelândia, logo a frente da última alegoria.

Esse desfile portelense no final foi avaliado pelo corpo de jurados da época, tendo ficado de novo apenas com a oitava colocação, num ano onde a grande vitoriosa foi a Beija Flor de Nilópolis.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

 

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