RJ – Prefeitura nega interferência em “virada de mesa” de 2018 e explica que compete apenas à LIESA a decisão tomada

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Marcelo Crivella e Rafael Alves - Foto: Reprodução/Internet

Após denuncias do Ministério Publico/RJ que apontam supostas interferências da Prefeitura do Rio em virada de mesa envolvendo o não rebaixamento da Acadêmicos do Grande Rio e Império Serrano no Carnaval de 2018, entramos em contato com o gabinete do Prefeito Marcello Crivella que enviou a seguinte resposta:

De fato existiu uma carta em 2018, inclusive amplamente divulgada pela imprensa, assinada pelo prefeito Marcelo Crivella e pelo, na época, presidente da Riotur Marcelo Alves. Segue um trecho presente na carta: “Sendo certo que a LIESA é a única instância competente para a decisão, informamos o NADA A OPOR da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro quanto ao deferimento dos convites sobreditos”. Isto significa dizer que a Prefeitura do Rio de Janeiro entende que compete apenas à Liga Independente das Escolas de Samba a decisão tomada em plenária. Vale lembrar que outros representantes do poder público, de outras esferas, inclusive, estadual e federal, também se manifestaram da mesma forma na ocasião“, diz integra do texto.

Segundo reportagem veiculada no Jornal O Globo, mensagens extraídas do celular do empresário Rafael Alves, apontado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como peça-chave do esquema de corrupção na prefeitura, revelam que a extensa influência do operador alcançou o carnaval, com cobrança de propina, direcionamento na escolha de empresas e até a atuação para evitar o rebaixamento de escolas de samba do Grupo Especial em 2018.

Segundo os promotores, por influência direta do empresário Rafael Alves, Crivella escreveu uma carta à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Mensagens da investigação mostram que em 2018 Alves atuou para reverter o rebaixamento de Império Serrano e Grande Rio, que por serem as duas últimas colocadas no desfile, deixariam o Grupo Especial. Do gabinete da prefeitura, mandou a Mizrahy uma foto do prefeito assinando uma carta defendendo a manutenção das agremiações na elite — o documento foi enviado à Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA), que decidiu não rebaixar as escolas.

 

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