RJ – Paraíso do Tuiuti Chega aos Seus 68 Anos de Fundação

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Ela foi a sensação do carnaval carioca de 2018, alcançando um vice-campeonato inédito em sua história, ocasião em que apresentou o tema de enredo “Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?” do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Fundada em cinco de abril do ano de 1952, hoje o Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, comemora seus 68 anos de fundação.

Seu nascedouro foi junto ao Morro do Tuiuti, que fica localizado no bairro carioca de São Cristóvão. Sua madrinha é a Estação Primeira de Mangueira, tendo ficado com as cores azul pavão e amarelo ouro, cores estas que vieram das agremiações Unidos do Tuiuti (azul pavão) e da Paraíso das Baianas (amarelo ouro), entidades carnavalescas precursoras na comunidade do morro.

Os símbolos da Paraíso do Tuiuti são a coroa com uma lira na ponta de cima, ladeada por ramos de louro.

Remonta ano de 1933 a fundação da Unidos do Tuiuti, primeira agremiação carnavalesca do morro do Tuiuti, originalmente com as cores azul e rosa, cores estas logo substituídas pelo azul e branco. A melhor colocação dessa escola foi no carnaval de 1939, quando ficou atrás apenas das grandes Portela e Estação Primeira de Mangueira. Depois do carnaval de 1954 teve encerradas suas atividades.

Nesse meio tempo, a Paraíso das Baianas foi fundada em 1940, com as cores branco e amarelo.

O Paraíso do Tuiuti foi fundada com a participação de Augusto Pirulito, Joaquim, Araquem, Armando, Murilo Aragão, Zeba, Orlando, José Orelhinha, Alcides Fornalha, Pedro Feneno, Duca, Zequinha, Álvaro, Conceição e Felícia.

O Paraíso do Tuiuti começou a ser pensada no ano de 1952, mas de fato seu primeiro carnaval na passarela saiu apenas no ano de 1955, quando apresentou o enredo “Apoteose a Edgar Roquete Pinto”.

No carnaval de 1968 o Paraíso conquistou seu primeiro campeonato, na época n o grupo 3, apresentando o enredo “São Cristóvão, bairro imperial” do carnavalesco Júlio Mattos.

De 1969 até o carnaval de 1977 o Paraíso do Tuiuti desfilou no grupo 2 da época, tendo retornado ao grupo 3 nos festejos de Momo de 1978.

A carnavalesca Maria Augusta orquestrou os carnavais da escola de 1980 à 1983, tendo sido campeã já no primeiro ano com o enredo “É a Sorte” e vice campeã em 1982, então no grupo 2A com o tema “Alegria”.

O carnavalesco Paulo Menezes, com um vice campeonato no carnaval de 2000 levou o Paraíso do Tuiuti ao grupo especial para os desfiles de 2001, mas a escola acabou rebaixada e voltou ao acesso em 2002.

 

Ainda no grupo A o Paraíso trouxe o carnavalesco Paulo Barros para planejar seu desfile para o carnaval de 2003, ocasião em que foi apresentado o enredo “Tuiuti desfila o Brasil em telas de Portinari”, acabando com um 4º lugar. Ficou na memória dos amantes do carnaval o abre alas da escola deste ano, onde a coroa, símbolo da escola era composta por cerca de 7.500 latas de tinta.

Com o desfile de 2005 a escola foi de novo rebaixada e voltou ao grupo B, de onde saiu somente no carnaval de 2008, retornando então para o grupo A. Em 2010 de novo foi rebaixada para o grupo B, onde desfilou somente no ano de 2011, voltando ao grupo A.

Do carnaval de 2012 ao desfile de 2016 o Paraíso desfilou no grupo A, quando foi promovida ao grupo especial depois do campeonato de 2016, com o enredo “A Farra do Boi”, do carnavalesco Jack Vasconcelos.

 

 

Promovida ao grupo de elite das escolas de samba do Rio de Janeiro, o Paraíso do Tuiuti desde o carnaval de 2017 frequenta este grupo, com destaque para o vice campeonato de 2018, como já foi referido anteriormente.

 

Assim, pelo acima descrito, o Paraíso em sua história conta com seis campeonatos ao total, um na série A, três na séria B e dois na série C.

O atual Presidente da agremiação, Renato Thor, esteve a frente do Paraíso do Tuiuti de 2004 a 2013, tendo retornado no ano de 2016, permanecendo no cargo até hoje.

O primeiro Estandarte de Ouro da escola veio no carnaval de 2001, tendo sido ainda premiada também com este prêmio em 2018 e 2019.

Para o carnaval de 2021 o Paraíso do Tuiuti anunciou o retorno do carnavalesco Paulo Barros à escola.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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