RJ – Os 64 anos de fundação da Mocidade Independente de Padre Miguel

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O Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel foi fundada em 10 de novembro de 1955, atualmente desfilando no grupo especial. Sua quadra de ensaios fica situada na Avenida Brasil, no bairro de Padre Miguel.

Dona de seis campeonatos a Mocidade (1979, 1985, 1990,1991, 1996 e 2017).

O nome da escola veio em função do Bloco Mocidade do Independente. Foram mantidas as cores verde e branco do bloco. O símbolo da Mocidade é uma estrela de cinco pontas, por isso, a escola é chamada de “estrela-guia da Zona Oeste”.

A escola-madrinha da Mocidade é a Beija Flor de Nilópolis. A festa de batizado aconteceu em 20 de janeiro de 1957, na quadra da própria Mocidade.

O pavilhão da escola possui predominantemente as cores verde, branco e ouro. Desde 2014, quando Rogério Andrade (sobrinho de Castor de Andrade), assumiu a entidade, o pavilhão da escola apresenta o desenho de um pequeno castor, na cor preta.

Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é o lugar de nascimento da Mocidade Independente, que tem o bairro cunhado em seu nome. A agremiação também tem forte ligação com a favela da Vila Vintém, localizada entre os bairros de Realengo e Padre Miguel, e onde está sediada a primeira, das duas quadras da Mocidade. Hoje sua quadra de ensaios fica na Avenida Brasil e pelas grandes dimensões da quadra, a mesma é chamada de “Maracanã do Samba”.

No carnaval de 1957, na Praça Onze, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo “O Baile das Rosas” conquistando o 5° lugar no grupo de acesso. No ano de 1958 foi campeã do grupo de acesso com o enredo “Apoteose ao Samba”, mas o que realmente marcou esse carnaval foi que nele foi realizado, pela primeira vez sob o comando de Mestre André, a célebre “paradinha da bateria” em frente à comissão julgadora. Os espectadores foram ao delírio ao acompanhar a tal “bossa” com o grito de “Olé”. Durante este período, a Mocidade era conhecida como “uma bateria que carregava a escola nas costas”, pois a bateria era mais notória do que a própria agremiação.

Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as “quatro grandes”, num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA – American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, sagrando-se a Mocidade como campeã.

Em 1979, tendo Arlindo Rodrigues como carnavalesco, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com “O Descobrimento do Brasil”.

No ano seguinte, assumiu o carnaval da escola o jovem carnavalesco Fernando Pinto, produzindo desfiles considerados pela crítica como excepcionais, projetando-se assim como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos. Fernando Pinto deu à Mocidade a vitória em 1985, com “Ziriguidum 2001”.

Foi a Mocidade Independente de Padre Miguel quem colocou pela primeira vez a frente de uma bateria de escola de samba uma personalidade não ligada diretamente ao carnaval ou à escola, como aconteceu com Monique Evans, que por anos reinou a frente dos ritmistas de Padre Miguel.

Na década de 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 1990, contando sua própria história (“Vira Virou, a Mocidade Chegou”); em 1991, falando sobre a água (“Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar”); e em 1996, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus (“Criador e Criatura”).

No ano de 1997, após ser vice-campeã com o enredo “De corpo e alma na avenida”, a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade.

No carnaval de 2017, tendo Alexandre Louzada como carnavalesco, a Mocidade trouxe o enredo “As mil e uma noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh”, tendo após a apuração ficado com o segundo lugar, mas em abril desse mesmo ano foi proclamada campeã junto com a Portela, depois que contestação apresentada pela escola foi aceita pela LIESA, por falha no julgamento realizado com material não atualizado.

Para 2020 a Mocidade trará para a avenida o tema de enredo “Elza Deusa Soares” do carnavalesco Jack Vasconcelos que veio para a Mocidade tão logo terminado o carnaval de 2019, quando a escola ficou com o sexto lugar.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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