RJ – MP/RJ revela interferência da prefeitura do Rio em “virada de mesa”de 2018

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Foto: Alexandre Durão

Segundo reportagem veiculada no Jornal O Globo, mensagens extraídas do celular do empresário Rafael Alves, apontado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como peça-chave do esquema de corrupção na prefeitura, revelam que a extensa influência do operador alcançou o carnaval, com cobrança de propina, direcionamento na escolha de empresas e até a atuação para evitar o rebaixamento de escolas de samba do Grupo Especial em 2018.

Alves, segundo a investigação, começou a se aproximar de fornecedores do município em 2016, quando atuava na campanha do prefeito Marcelo Crivella. No início da gestão, emplacou Marcelo Alves, seu irmão, na presidência da Riotur — ele deixou o posto em março passado, após a primeira fase da operação sobre o suposto “QG da propina”.

Em delação premiada, o doleiro Sérgio Mizrahy, cujas informações deram origem à investigação, afirmou que Alves pediu a ele a indicação de uma empresa sobre a qual tivesse “completo domínio” para atuar na montagem da estrutura do carnaval da Avenida Intendente Magalhães, que recebe desfiles das divisões inferiores. A firma escolhida subcontratou uma outra, por valores superfaturados — os recursos desviados dos cofres públicos foram transformados em propina para Alves, segundo o MP-RJ. Ainda de acordo com o Ministério Publico, o empresário cobrava propina aos interessados em ocupar camarotes na Marquês de Sapucaí e, em troca, viabilizava a redução no aluguel cobrado pela prefeitura.

Coube ao colaborador (Mizrahy) receber o dinheiro desviado pelas empresas ilegalmente contratadas e, mais uma vez, colocar em prática os mecanismos de lavagem de dinheiro necessários ao branqueamento dos valores e a posterior entrega da cota parte de Rafael Alves”, diz um trecho da investigação.

Segundo os promotores, por influência direta do empresário Rafael Alves, Crivella escreveu uma carta à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Mensagens da investigação mostram que em 2018 Alves atuou para reverter o rebaixamento de Império Serrano e Grande Rio, que por serem as duas últimas colocadas no desfile, deixariam o Grupo Especial. Do gabinete da prefeitura, mandou a Mizrahy uma foto do prefeito assinando uma carta defendendo a manutenção das agremiações na elite — o documento foi enviado à Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA), que decidiu não rebaixar as escolas.

No entanto, na época a carta assinada por Crivella vazou para a imprensa.

Entramos em contato com a LIESA, que respondeu da seguinte forma “Não há qualquer manifestação por nossa parte“. A RioTur ficou de emitir Nota sobre o assunto, porém até a publicação não recebemos e-mail do órgão em questão.

 

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