RJ – Império da Tijuca já tem samba para seu próximo desfile na passarela da Marquês de Sapucaí

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Desde 2015 quando a Império da Tijuca voltou a desfilar no grupo de acesso do carnaval carioca, tem apresentado belos desfiles, sempre com o objetivo de retornar ao grupo especial das escolas de samba, em cujo grupo desfilou pela última vez no carnaval de 2014.

Império da Tijuca – Carnaval de 2014

Desde o carnaval passado o carnavalesco da escola é Guilherme Estevão que já no seu primeiro ano na escola conquistou o sexto lugar com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz”.

Império da Tijuca – Carnaval 2020

Para o próximo carnaval a escola vai levar para a Sapucaí o enredo “Samba de Quilombo: A Resistência pela Raiz”.

Império da Tijuca – Logo Carnaval 2021

Frente ao momento de pandemia pelo qual estamos passando, o festival para escolha do samba para o próximo desfile da escola foi feito através de lives promovidas pela agremiação, que acabou recebendo 56 obras inscritas.

Dentre as obras que apresentaram-se na grande final, a vencedora foi o samba composto por Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho.

LETRA DO SAMBA:

Clamo a presença dos ancestrais
Arde a chama na candeia
Reluz os seus ideais
Livre, o samba faz escola
Manifesto no terreiro
Sou quilombola
Vou de pé no chão
Resgatar a pureza dos meus carnavais
O novo pavilhão
Foi Oxum quem bordou de dourado e lilás

Vem maracatu do caboclo lanceiro
Dança o caxambu, jongueiro
Saravá lundú, afoxé, capoeira
No rabo de arraia não leva rasteira

Puxa o partido pro mestre versar (Candeia!)
Firma na palma da mão a noite inteira
Risca no amoladinho, ioiô
Ô iaiá, vem mexer com as cadeiras (vem sambar)

Sou da arte negra sentinela
Um quilombo em cada favela
Contra toda forma de opressão
Sou a poesia sem mordaça
Tambores em dia de graça
Heróis e heroínas da abolição
Sou o canto forte de Palmares
A vibrar pela cidade
Um grito sufocado a resistir
Inspiro a verdadeira liberdade
Valeu, Zumbi

Quem leva a noite na cor
De verde e branco é rei
Mostra seu valor
No Império da Tijuca
Negritude é lei
(Negritude é lei, é lei)

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

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