RJ – Escola de Samba Unidos da Villa Rica completa 54 anos hoje (20/03)

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Fotos Claudio Mello Cholodovskis
Há 54 anos, no dia 20 de março de 1966, era fundado na Ladeira dos Tabajaras, no bairro de Copacabana, o Bloco Carnavalesco Unidos da Villa Rica.

Um grupo de moradores decidiu fundar uma agremiação apenas com a finalidade de dar um pouco de alegria para os moradores da região.

Em 1966, já com uma estrutura definida, os fundadores da Villa Rica sentiram a necessidade de filiar a agremiação na Federação dos Blocos Carnavalescos do Estado do Rio de Janeiro, dando início a uma nova jornada.

O G.R.B.C. Unidos da Villa Rica  despontou como um dos mais promissores blocos de enredo e até o ano de 1988, marcou presença nos desfiles oficiais. Naquele mesmo ano, ficou decidido durante Assembléia Geral Extraordinária que o melhor para a agremiação seria seguir a diante como escola de escola de samba.

Já filiado à Associação das Escolas de Samba do Estado do Rio de Janeiro, o G.R.E.S. Unidos da Villa Rica no ano de 1990, dividia a preferência dos moradores da Zona Sul do Rio com a São Clemente. Em apenas 5 anos de existência já estava entre as grandes escolas do Carnaval Carioca.

Seu primeiro campeonato se deu logo na estreia como escola de samba, em 1990, pelo Grupo de Acesso. Depois, venceu o Grupo 2 em 1993 e o Grupo 1 em 1994, com o enredo sobre Copacabana, que lhe valeu uma vaga no Grupo Especial.

Sua passagem pelo Grupo Principal foi meteórica. O regulamento de 1995 previa que a escola que subisse, fecharia o carnaval.

Já com dia claro, naquele ano a Unidos de Villa Rica teve uma exibição que em nada lembrava uma escola de Grupo Especial. O enredo sobre os tecidos foi desenvolvido por Sylvio Cunha que por falta de verba, fez alegorias simplórias, quadradas e mal acabadas. Nem mesmo o chão salvou, pois o samba era fraco e os componentes não estavam empolgados.

Com o sambódromo vazio, a Azul e Amarelo teve graves problemas com harmonia e evolução, e ainda houve quebras de carros alegóricos. Dos 50 jurados, apenas quatro deram nota dez à escola, dois em bateria e dois em Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Como o regulamento previa a eliminação da maior nota em cada quesito, a escola teve apenas dois dez válidos e ficou 45 pontos atrás da campeã Imperatriz Leopoldinense.

Até hoje, o samba, curto e de refrão animado é lembrado com carinho e considerado por muito a melhor pérola trash do gênero por ser simpático, mesmo com ausência de muitas qualidades musicais.

Caindo para o Grupo 1, a escola não se apresentou para desfilar no segundo grupo em 1996, obtendo novo rebaixamento.

Nos últimos anos, a Villa Rica vem amargando péssimas colocações, o que resultou na sua ida, em 2008, para o Grupo de acesso E (atual Grupo Rio de Janeiro 4) o último grupo de acesso das escolas de samba.

Em 2020 ficou na 17 colocação do Grupo Especial da Intendente (Antigo Grupo B) da LIESB. Permanecendo assim no Grupo que terá 26 escolas em 2021.

Por Waldir Tavares

 

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