RJ – Crise no Carnaval Carioca faz escolas demitirem funcionários

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A jovem Sthepanie honra o nome da mãe em 2018

Com destino ainda incerto, o carnaval carioca periga não acontecer em 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus. Em virtude disso, algumas das principais agremiações estão tendo que dispensar funcionários por falta de faturamento.

A Estação Primeira de Mangueira foi uma das primeiras a fazer corte do seu pessoal. Com custos que chegam a R$ 117 mil, a agremiação dispensou 50 funcionários. A Beija-Flor de Nilópolis passa por situação parecida e manteve apenas dez pessoas, com carteira assinada, para trabalhar na desmontagem das fantasias do último desfile.

Com enredo já definido para o ano que vem, a São Clemente terá que dispensar as mais de 50 pessoas contratadas para desenvolver o próximo desfile, como marceneiros, ferreiros e costureiras. Já a Imperatriz Leopoldinense só está pagando salário de quem tem carteira assinada com a escola, assim como a Vila Isabel que só mantém seis funcionárias.

Na Unidos da Tijuca, a prioridade está sendo o pagamento dos salários mais baixos, como os dos profissionais que tomam conta das quadras e dos barracões. De volta ao Grupo Especial, a Imperatriz Leopoldinense só está pagando os salários de quem tem carteira assinada e até mesmo o casal de mestre-sala e porta bandeira está sem receber.

Uma das poucas que não estão atrasando salários, a Grande Rio tem se esforçado para manter os pagamentos em dia. Já a Paraíso do Tuiuti informa que está empenhada em honrar com todos os seus compromissos profissionais.

A Prefeitura do Rio informou que “segue concentrando os esforços para salvar vidas e controlar a pandemia na cidade e, neste momento, ainda não é possível falar em definição do carnaval Rio 2021”. Já a Liesa declarou que cabe “aguardar a posição das autoridades e da ciência para saber se teremos ou não condição de realizar o desfile”.

São Paulo
Adiamento do Carnaval: decisão sensata e respeitosa às vítimas da covid-19

No momento em que o Brasil passa da marca de 85 mil mortes pela covid-19 e que, em várias cidades, a vida começa a ser flexibilizada – em muitos setores, no limite da irresponsabilidade – as escolas de samba do eixo Rio-São Paulo dão uma demonstração de respeito à grave situação sanitária que vivemos. Enquanto se cogita a abertura do público em estádios de futebol e templos religiosos, os barracões e quadras permanecem fechados desde o fim do último Carnaval.

A decisão do prefeito Bruno Covas, tomada em conjunto com a Liga-SP é acertada e faz uma ponderação realista e responsável sobre os rumos da nossa maior festa popular. Sabemos que poucas atividades culturais precisam tanto das aglomerações quanto o Carnaval. E, por mais que muitos não reconheçam, a folia, além do traço cultural inegável de nosso país, é fonte de recursos e gera milhares de empregos diretos e indiretos. Em 2020, os festejos injetaram, respectivamente, R$ 3,7 bi e R$ 2,3 bi nas economias das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

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