RJ – “A posição da LIESB quanto aos desfiles em 2021 independe das decisões que a LIESA for tomar”, diz Presidente Clayton Sacramento

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Clayton Sacramento - Presidente da LIESB

A Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) do Rio de Janeiro adiou para setembro a decisão sobre os Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial no carnaval de 2021. No ultimo dia 14, os representantes das 12 escolas geridas pela entidade concluíram que, diante da indefinição causada pela pandemia da covid-19 e enquanto não houver vacina para combater a doença, as datas previstas dos desfiles do ano que vem (14 e 15 de fevereiro) podem não ser mantidas.

Segundo Clayton Ferreira, presidente da LIESB (liga de carnaval que organiza os Desfiles das Escolas de Samba dos Grupos dEstrada Intendente Magalhães), a decisão sobre os desfiles das escolas da entidade independe do que for decidido na próxima reunião da equipe de Jorge Castanheira (Presidente da LIESA).

A posição da LIESB quanto aos desfiles do ano que vem independe das decisões que a LIESA for tomar. É claro que estamos afetados indiretamente por conta da posição deles. Sabemos que ali é o grande carro chefe no carnaval das escolas de samba no Rio de Janeiro. A situação da LIESB é diversa. Uma delas é porque não utilizamos o aparelho público da Marquês de Sapucaí, nosso desfile é na Intendente Magalhães. A outra é que não temos compromissos comerciais, como a LIESA tem. Eles precisam de um cuidado nas questões contratuais para definir datas e locais. No nosso caso, as Escolas de Samba que desfilam na Intendente Magalhães dependem única e exclusivamente de verba pública. Nossa posição é conversar com os órgãos públicos, encontrar a melhor solução para que sejam realizados os nossos desfiles“, explicou o Presidente Clayton para o repórter do CN1, Henrique Sathler.

No ultimo carnaval, sem o fantasma da Pandemia e em condições normais para a realização do espetáculo na passarela do povo, as escolas da LIESB só receberam a ultima parcela da verba prometida pela Prefeitura (3 milhões de reais em três parcelas) com poucos dias para concluir o carnaval, muitas destas agremiações entraram em ritmo de mutirão para terminar os trabalhos na construção do Carnaval 2020. O atual cenário é bem mais preocupante. A inercia do poder publico somada a indefinição sobre a descoberta de uma vacina também se tornam uma ameaça na manutenção da data dos desfiles das escolas de samba na Estrada Intendente Magalhães em 2021, conforme calendário tradicional.

Barracões faltando dias para o carnaval 2020

Quanto a questão da transferência para outra data do carnaval, nós estamos conversando com com os órgãos públicos para que essas escolas não fiquem abandonadas porque como disse todas dependem de verba pública para fazer carnaval. Com a pandemia as escolas de samba da Intendente não podem promover eventos mensais como feijoada, festa para padroeiros e festa de aniversário, por exemplo. São eventos que levavam para estas agremiações o mínimo de receita para sobreviverem durante o ano todo. A situação destas escolas sempre foi precária, mas agora piorou, como todo país, é claro. Estamos tentando de alguma forma junto aos órgão públicos ver o que pode ser feito para solucionar esse problema. Se não solucionar, pelo menos amenizar“, completa o dirigente.

Os desfiles na Estrada Intende Magalhães são gratuitos e ocorrem no bairro do Campinho, Zona Norte do Rio. Conhecido como “Carnaval do Povo“, em 2020 foram 170 mil espectadores em cinco dias de Desfiles. Para Clayton Sacramento a sensação de otimismo ainda vive na entidade que comanda cinquenta escolas de samba no Estado do Rio de Janeiro.

O desejo antes de tudo é que o carnaval seja feito com segurança para quem desfila nas escolas de samba, segurança para quem vai assistir o carnaval da Intendente Magalhães. Que nós tenhamos uma situação de controle desta doença até a data“, finaliza.

2 COMENTÁRIOS

  1. Mesmo que não seja na sapucaí, depende e muito, vide a mudança de nomemclatura do “Grupo Especial e “Grupo de Acesso” da Intendente Magalhães, que passaram a serem “Série Prata” e “Série Bronze”, após a LIERJ passar a denominar a Série A, como “Série Ouro”.

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