RENATO LAGE

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Em 21 de maio de 1949, nascia Renato Rui de Souza Lage, mais conhecido como Renato Lage.
Iniciou sua carreira artística em estúdios de televisão como cenógrafo e também fazia charges para jornais.
Pouco tempo depois, foi chamado para trabalhar na TVE do Rio de Janeiro, onde em 1977 conheceu o mestre Fernando Pamplona.

O então carnavalesco do Salgueiro pediu ao Renato para fazer alguns desenhos para decoração de alegorias daquele ano. Pamplona gostou tanto do trabalho feito pelo cenógrafo, que o chamou para integrar parte de sua equipe na Academia do Samba. Começava ali sua trajetória no carnaval.
Trabalhou nas alegorias do enredo Do Cauim ao Efó, Moça Branca, Branquinha. Que falava da história da culinária brasileira.

Lage fazia parte da nova geração de carnavalescos que Fernando Pamplona voltava a lançar naquele seu retorno ao Salgueiro. Porque a partir de 1972, nomes como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães e Maria Augusta foram deixando a escola da Tijuca e alcançando a hegemonia em outras escolas.

Em 1978, Renato continuou na equipe de Fernando Pamplona no Salgueiro. O enredo seria o mesmo de Joãosinho Trinta na Beija-Flor, justamente para tentar barrar o tricampeonato da escola de Nilópolis. O titulo era “Do Yorubá a Luz, A aurora dos Deuses” e falava da criação do mundo na tradição afro nagô.
Porém o Salgueiro sofria uma crise interna e o próprio Lage citou uma vez em entrevista que houve casos de pessoas destruindo de forma oculta seus adereços na concentração, só como revolta. Vários problemas fizeram a escola quase ser rebaixada. Ficou em sexto lugar, uma vez que o descenso era feito a partir da sétima colocação. Depois daquele carnaval, Fernando Pamplona abandou no a profissão de carnavalesco e sua equipe se dali em diante estaria desfeita.

Seu trabalho no Salgueiro foi suficiente para logo ser atraído por ofertas de outras escolas.

Em 1979 a Unidos da Tijuca escola que estava no Grupo 2A (terceiro grupo), sofria de falta de recursos e não era cotada para subir, e o convida para fazer o carnaval junto do carnavalesco Geraldo Sobreira, e os dois fizeram a escola do Borel subir de grupo, ficando em 3º lugar com o enredo sobre “Brasil, canta e dança”.

No ano seguinte, em carreira solo trouxe o enredo sobre Delmiro Gouveia, em homenagem ao visionário industrial nordestino. A Unidos da Tijuca sagrou-se campeã. Nesta época, Renato conheceu Lilian Rabello saindo da Escola de Artes do Parque Lage e a chamou para trabalhar com ele.

Em 1981, a escola optou por um enredo crítico, baseado no livro “Manuscrito holandês” de Manoel Cavalcanti Proença: “Macobeba, o que dá pra rir, dá pra chorar”. Tratava-se da luta de um cidadão (Mitavaí) contra a exploração das empresas multinacionais (o monstro Macobeba). Era um tema muito polêmico, pois o regime militar ainda pairava sobre o Brasil. Uma das alegorias que chamaram a atenção na época, foi justamente o carro que representava o polvo Macobeba, feito todo em com copinhos de plástico e com os tentáculos agarrando duas TVs ligadas. Injustamente ficou em 8º oitavo lugar.

Em 1982, Lage optou por uma homenagem ao escritor Lima Barreto, que não teve tanto sucesso, levando a Tijuca ao 9º lugar. Renato sai da escola.

Em 1983, Renato foi com Lilian Rabello para o campeão do último ano, Império Serrano, tradicional escola carioca do bairro de Madureira.
Em seu primeiro ano como carnavalesco do Império Serrano, desenvolveu figurinos e alegorias para o enredo de Fernando Pamplona “Mãe, Baiana Mãe”, desenvolvido e pesquisado por Lilian, sobre os hábitos das tradicionais baianas. Logo de cara, o desfile de Império já fora apontado como bicampeão. Apesar da bela apresentação plástica, a escola da Serrinha ficou em 3º lugar, atrás da Portela e Beija-Flor.

No ano seguinte, Renato novamente aposta num enredo de Fernando Pamplona e novamente, tem uma excelente colocação. Tratava-se de Foi malandro é, outro desfile incomensurável do Império, dando um vice-campeonato para o carnavalesco, sua melhor colocação até então.
A partir de 1985, começou a desenvolver enredos criados e desenvolvidos por sua esposa na época, Lilian Rabello. E fizeram um desfile sobre a cerveja, contando a história, produção e consumo da bebida no Brasil e no mundo. Foi um desfile inferior ao dos anos anteriores do Império, mas ainda sim tenha um impacto visual muito grande. A escola da Serrinha ficou em sétimo lugar.

Em 1986 Renato apostou num tema polêmico, comemorando o fim do regime militar. “Eu quero” era um enredo proclamando o direito do brasileiro à saúde, educação, segurança, alimentação, moradia e felicidade. O casal ficou em 3º lugar e se despediu da escola depois do carnaval.

Em 1987, retornou ao Salgueiro, escola onde desenvolveu o desfile do enredo “E por que não?” de autoria de Lilian Rabello, Um injusto 5º lugar não foi tão merecido pela escola, pois segundo os especialistas, a escola poderia ter obtido no mínimo uma 3ª colocação.

O casal saiu da escola tijucana e foi convidado para fazer carnaval na Caprichosos de Pilares. Dando uma pausa na sequência de temas críticos, Renato optou por uma homenagem aos 90 anos do cinema. O casal esbanjou beleza em seu e fez a Caprichosos tirar o 8º lugar no Carnaval de 88, empatada com a Mocidade e a Tradição.

Em 1989, ainda na Caprichosos alcança o 12º lugar no o crítico enredo O que é bom todo mundo gosta. Depois do carnaval de 89, Lage saiu da Caprichosos.

Em 1990, o patrono Castor de Andrade volta à Mocidade depois de 2 anos afastado e dá início a um plano de reformulação a escola de Padre Miguel, que amargara resultados ruins durante sua ausência, além de ter perdido em um acidente automobilístico um dos seus maiores nomes, o carnavalesco Fernando Pinto.

Castor convidou o casal Renato Lage e Lilían Rabelo, além do cenógrafo e diretor televisivo Maurício Sherman para desenvolver um enredo sobre a virada da década. O desenrolar dos acontecimentos, além do forte expectativa com que a escola lidava devido a volta de Castor de Andrade, fez com que o enredo sobre a virada da década se tornasse o enredo sobre a virada da própria Mocidade, que pretendia entrar nos anos 90 renovada. Por fim, Sherman foi dispensado e Renato e Lílian deram início a concepção do vitorioso “Vira-Virou, a Mocidade Chegou” O enredo era uma profunda viagem ao passado da escola, resgatando momentos desde a sua fundação por membros de um clube de futebol, o Independente Futebol Clube, a conquista do primeiro título, a sua lendária bateria, desfiles memoráveis e grandes nomes, como os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pinto, além do inesquecível Mestre André. O atual estilo high-tech do carnavalesco começou a dar as caras ali, na qual eles usaram e abusaram dos efeitos especiais, como o néon em inúmeros carros. Pela primeira na sua carreira, Renato Lage viria a ser campeão com todos os méritos!

O casal ficou na escola de Padre Miguel e escolheu um enredo sobre as águas para o carnaval de 1991. O nome era Chuê… Chuá… As águas vão rolar. Essa passagem fantástica da Mocidade foi marcada pela inesquecível comissão de frente dos escafandristas, o abre-alas com a tradicional estrela da escola em forma de estrela-do-mar, a singular bateria fantasiada de mergulhadores, a alegoria representando a Arca de Noé e principalmente, o incomensurável carro representando o globo terrestre com feto dentro. A Mocidade chegou à apoteose sob gritos de “bicampeã”. A agremiação da Vila Vintém ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola, como também o bicampeonato.

No ano seguinte, com o enredo “Sonhar não custa nada, ou quase nada…” O casal teve o azar de competir com o imbatível desfile da Estácio de Sá, no maravilhoso desfile sobre os 70 anos do modernismo no Brasil. A Mocidade ficou por 1,5 pontos de faturar o título. Ficando na segunda posição e se consolidando como escola a ser batida neste início de década.

Depois do carnaval de 1992, Lílian e Renato se separam, mas ele continuou na escola da Vila Vintém e decidiu fazer um enredo sobre jogos. Isto já em 1993, e um dos maiores impactos daquele desfile foi o carro representando os games eletrônicos com a escultura de um garoto jogando num joystick Foi um desfile muito bem-feito, mas foi difícil deter o “efeito Ita” do Salgueiro.

Em 1994 Renato escolheu como enredo a Avenida Brasil, que é a mais importante via de entrada e saída do Rio de Janeiro. A agremiação realizou um desfile simples. Mesmo tirando todas as notas máximas no quesito alegorias e adereços (um dos poucos pontos fortes da escola), Lage acabou em 8º lugar, sua pior colocação na Mocidade.

O enredo “Padre Miguel, olhai por nós” falava da fé e da religiosidade dos brasileiros, foi o escolhido para o carnaval de 1995. O enredo citava toda história das crenças em nosso país. O carnavalesco armou um desfile elegante, tradicional, sem o abuso de efeitos especiais e tecnologias. Um 4º lugar foi o resultado.

Para o carnaval de 1996, o enredo se chamava Criador e criatura e citava as inúmeras criações já feitas, tanto de Deus quanto dos homens. Renato alegava que seu desfile foi feito para noite e todo seu investimento poderia vir por água abaixo se o dia clarear. Após todos os problemas de atraso causados pelo desfile da Portela, a Mocidade entrou às cinco horas da manhã. Foi um desfile fantástico, este desfile foi capaz de dar ao Lage e a Mocidade seus últimos campeonatos da história até então juntos.

Renato ainda faz Em 1997 “De corpo e alma na avenida” e 1998” Brilha no céu a estrela que me faz sonhar”. Onde apesar do vice em 98, a sombra de Rosa Magalhães fazia o meio carnavalesco ventilar que o estilo do carnavalesco estava saturando e o velho e bom Renato já não era mais o mesmo.
A resposta veio no carnaval de 1999, onde Renato Lage escolheu o enredo “Villa-Lobos e a apoteose brasileira”, uma singela homenagem ao maestro carioca, que viajou o Brasil inteiro para compor suas obras. Renato Lage muda completamente seu estilo e prepara um desfile altamente tradicional. Até a iluminação deixou de ser o néon, e no lugar usou pequenos efeitos de lâmpadas nos carros. Para muitos foi um desfile misturando o tropicalismo de Fernando Pinto com o clássico de Arlindo Rodrigues, dois nomes marcantes da história da escola. Terminou seu desfile aplaudida de pé por todo público do Sambódromo, faturando inclusive um Estandarte de Ouro de melhor escola. No dia da apuração, o jurado Carlos Pousa notou problemas de harmonia e deu um 7,5 neste quesito. A Mocidade ficou em 4º lugar, com a plástica mais bonita do ano.

Em 2000 (verde, amarelo, branco e anil irão colorir o Brasil do ano 2000),2001 (sobre a Paz e já casado com Marcia Lage) e 2002 (O grande Circo Místico), são seus últimos carnavais na Estrela Guia. Foram nada mais que 13 anos seguidos na Mocidade Independente, com três campeonatos e dois vices, além de outros desfiles inesquecíveis. Renato Lage deixou sua marca na escola da Vila Vintém, mas sentiu que precisavam dar uma renovada e ele e sua nova esposa, Marcia saem da Mocidade.

Em 2003 Renato Lage retorna ao Acadêmicos do Salgueiro, na comemoração dos 50 anos da escola. O enredo salgueirense de 2003 se chamaria Salgueiro, minha paixão, minha raiz – 50 anos de glória e narrava toda história da agremiação. Apesar do arrasador desfile, o Salgueiro acabou ficando grande demais e seria muito difícil fazer toda a escola passar no tempo limite. A escola acabou tendo problemas e perdeu 0,8 décimos por quatro minutos de atraso. Mesmo ganhador do Estandarte de Ouro de melhor escola, o Salgueiro ficou apenas em 7º lugar.

Em 2004, o casal de contrato renovado, trouxe um enredo defendendo o uso do álcool como combustível O Salgueiro ficou em 6º lugar e, ao contrário do ano anterior, voltou ao desfile das campeãs.

Para 2005, Renato decidiu abordar o fogo, em uma clara referência a sequência iniciada na Mocidade. O Salgueiro teve problemas com o tamanho das alegorias, pois várias delas acabaram ficando presas nas árvores da concentração e demoraram a entrar na avenida. Isso comprometeu a situação da escola, e o Salgueiro ficou em 5º lugar.

“Microcosmos: o que os olhos não vêem, o coração sente” era a aposta para 2006. O estranhíssimo e abstrato enredo e o fato de a escola ter aberto a noite dos desfiles comprometeu a situação do Salgueiro. Na quarta-feira de cinzas, a escola teve a pior colocação de sua história: 11º lugar.

Em 2007, o carnavalesco trabalhou paralelamente em duas escolas de samba, no Salgueiro e na comissão de carnaval da Império de Casa Verde, em São Paulo, junto com sua esposa Márcia Lage e outros membros. Mas no salgueiro causou euforia ao voltar ao tema preferido da escola. O afro, que trazia a história das Candaces, uma dinastia de rainhas guerreiras da África oriental. Talvez um dos mais belos conjuntos plásticos de Renato Lage. Porém problemas de pista e o samba corrido demais prejudicaram a harmonia da escola. Após a apuração do carnaval, o Salgueiro ficou apenas na 7ª posição e fora do desfile das Campeãs, no que considerada uma das maiores injustiças do carnaval carioca.

Passadas as decepções, Renato Lage e Márcia escolheram o enredo “O Rio de Janeiro continua sendo…” para o carnaval de 2008. E Faturam o vice-campeonato em 2008 que viria a ser a melhor colocação na escola até então. E Repetiram a dupla jornada no trabalho, desta vez trabalhando no Império Serrano, atingindo o campeonato do Grupo de acesso A.

Em 2009 consagrou-se campeão no Salgueiro com o enredo “Tambor” que arrebatou a Sapucaí e a escola foi sucesso de crítica e público numa vitória incontestável.

No 2010 obtém o 5 lugar com “Histórias sem Fim” que abordava os livros.

O Cinema voltou a ser abordado por ele, mas de outro ponto de vista, no ano de 2011, com um desfile digno de título. O enredo era o cinema na cidade do Rio de Janeiro. Alegorias gigantes, como a do “King Kong no relógio da Central” dificultou o trabalho da harmonia e atrasando o desfile da escola. Após um deslumbre plástico o que fica é o desespero para fechar a escola dentro do tempo. Resultado, uma quinta e frustrante posição.

Em 2012 teve outra atuação dupla pois além do Salgueiro (onde sagrou-se vice-campeão), Renato foi também carnavalesco da Império da Zona Norte conquistando o 3º lugar para a escola de Porto Alegre.

Em 2013 fez para o Salgueiro o enredo “Fama”, obtendo a quinta colocação e para 2014 consegue o vice-campeonato, em parceria com a esposa Márcia Lage, com o enredo “Gaia, a vida em nossas mãos”.

Minas Gerais e a sua culinária seriam o tema para 2015. Durante o pré carnaval, a escola não era cotada para o campeonato. Porem nosso mago consegue arrancar um belo vice campeonato com o enredo “Do Fundo do Quintal, Saberes e Sabores na Sapucaí”.

Em 2016 volta a dupla jornada e faz a ponte aérea para trabalhar na gigante Vai Vai onde com um enredo sobre a França consegue o quarto lugar. No Rio coloca o Salgueiro no período pré-carnavalesco como o favorito do ano com a “Opera dos Malandros”. Neste ano a sua marca registrada que era a iluminação de Neon, não acende no abre alas. O contexto da alegoria se perde e o resultado é um amargo quarto lugar naquele que era o mais esperado dos desfiles.

“A Divina Comédia Do Carnaval” era a aposta de 2017 em trazer a alegria de volta aos Salgueirenses. O Enredo baseado na obra de Dante Alighieri possuía o lirismo de propor um céu denominado Orum (característica africana da escola) e que era habitado pela santíssima Trindade formada por ícones do passado da escola: Fernando Pamplona, Joaosinho Trinta e Arlindo Rodrigues. A escola entrou digna, porém pesada para um ano recheado de tragédias na pista. Ficou com a terceira colocação.

Após o carnaval ficou visível o tamanho do desgaste de uma relação de 14 anos entre Carnavalesco e Escola. Após acordo entre ambas as partes, Renato e Marcia saem do Salgueiro com destino a Caxias.

Já na Grande Rio, o carnaval de 2018, sobre a vida do Velho Guerreiro (Chacrinha) torna-se trágico após uma alegoria quebrar antes do desfile. O início de uma nova história que parecia promissora, acarretou em um rebaixamento não cumprido por decisões internas entre as Escolas.

No ultimo ano o casal ainda na Grande rio, fazem um desfile que versava exatamente sobre os erros cometidos na avenida e nos bastidores. O enfadonho título “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra” aliado ao samba com refrão de mensagem duvidosa. Fizeram a escola amargar um indigesto nono lugar.

Renato sempre foi autentico na arte e nas palavras, sobre os desfiles atuais, em entrevista a Veja soltou “Estão criando muita coisa. Daqui a pouco, não é carnaval. É um desfile que pode acontecer em qualquer período do ano. Está cheio de regulamento. Todo mundo acha que sabe tudo. Eu estou há mais de 30 anos no carnaval e ainda não sei nada. Estou sempre aprendendo. O que eles querem ver hoje, não sei. O carnaval está virando futebol, onde o negócio é exaltar o seu time e pichar o outro”.

E Na mesma entrevista foi enfático sobre o que acha dos jurados.
““Tenho a maior dúvida sobre o conhecimento deles para julgar. Porque a gente vê tanta incoerência nas justificativas. Não há um parâmetro. O carnaval hoje está engessado por causa do regulamento. Já ouvi dizerem que o samba-enredo tem que ser de determinado jeito porque é assim que os jurados gostam. Não pode ser assim. O samba tem que ser espontâneo. Eu também oriento a ala das baianas a desfilarem soltas e não como uma plantação de alface. A minha proposta é fazer um carnaval leve e espontâneo”.

Para o próximo ano Renato, quatro vezes campeão no Especial e duas no acesso, sete vezes vice-campeão do Carnaval carioca, estará juntamente da sua fiel escudeira Márcia fazendo o carnaval de uma das maiores instituições do carnaval Brasileiro.

A Águia da portela passará pelo toque moderno dos Lage em 2020, e tem tudo para levar mais um titulo tanto para sua galeria quanto para a carreira do artista multi campeão do carnaval carioca. Artista que é considerado um mago do designer e dono de um estilo de vanguarda que acabou por influenciar uma série de jovens carnavalescos que surgiram após o efeito “Vira-Virou”, da Mocidade em 1990.

Se preparem, “Guajupiá Terra sem Males” vem ai….

Por Waldir Tavares
Fotos Wigder Frota

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