E começou tudo errado!

Em 1934 é criada a UGESB a primeira entidade a cuidar das escolas de samba no Rio de Janeiro.
28 Escolas assinaram a ata de criação que definia as primeiras regras e características que distinguia estas associações das Grandes Sociedades e Ranchos.
Daí as primeiras crises. Em 5 anos 4 presidentes, tudo devido a divergências internas. Até que em 1939 decidem criar a Geral das Escolas de Samba (UGES) que em 1947 por influências políticas ao se aproximar dos comunistas, acaba dando da criação de outra entidade, a FBES – Federação Brasileira das Escolas de Samba.
A UGES teve inclusive sua sede lacrada pela polícia após um período de Ilegalidade do PCB, porém continuou com a organização do desfile de algumas afiladas. Dividindo assim a organização entre duas “ligas”.

Entre um série de afiliações e desfiliações de agremiações dita grandes na época, em 1950 é criada a UCES (União Cívica das Escolas de Samba) que dura somente um ano. Tudo em meio a confusão de 3 entidades organizadoras e todas reconhecidas pela prefeitura.

Em 1952 UGES e FEB se fundem, dando origem a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ). Que devido ao grande número de escolas, cria pela primeira vez o grupo de acesso e administra o carnaval de todos os grupos até 1983. Mais uma vez em meio a uma série de divergências internas.

Em 1984, a cúpula do bicho insatisfeita com os rumos que a entidade vinha seguido, decide criar a LIESA para administrar somente o grupo principal. A AESCRJ fica com os demais grupos. Mais a frente falamos sobre.

A até então pior crise na AESCERJ se dá em 1995 com a tentativa frustrada de criar a LIESGA sob a influência da cúpula da LIESA. Que durou somente um ano. Em 2008 o golpe fatal, após 7 presidentes do segundo grupo criarem a LESGA que passa a administrar os desfiles dos grupos A e B.

Com vários problemas que envolvem coisas como acusações, plenárias quentes e confusões constantes na mídia. A AESCRJ vem a colapso total e assim gerando três novas ligas. LIESB ( grupos B,C e D), O SAMBA É NOSSO (extinta) e ACAS (grupo E).

No início de 2019, um princípio de crise na LIERJ gerou a criação da Liga RJ que durou dias até a posse de Wallace Palhares que aparentemente agradou a gregos e naturalmente ainda causa desconforto a troianos. Vamos torcer para dar tudo certo…

No sorteio para o carnaval de 2020, chega a vez da LIESB experimentar o malfadado destino das ligas. Com um golpe fatal onde 7 agremiações do grupo B não participaram do evento e criam a LIVRES que já na primeira coletiva de imprensa deixa exposta supostos resultados e acena com o convite para novas afiladas, abrindo o precedente da promoção de escolas do grupo E diretamente para o B. Vamos torcer para dar tudo certo…

E a LIESA? O Destino da maior e mais importante das organizadoras do carnaval é incerto.
Desde a sua criação, tivemos campeonatos suspeitos, rebaixamentos injustos, regulamentos estranhos , administração obsoleta , compra de ingressos por fax ( até hoje), justificativas das notas com divulgação tardia e viradas de mesa.
E é justamente a tal “virada de mesa” que gerou o incêndio que consome as fragilizadas estruturas da outrora poderosa LIESA.
Hoje teremos mais um capítulo deste filme de humor trash e a pergunta que fica… Teremos mais LIGAS? Acompanhem pela nossa página pois estaremos diretamente de lá.

Com isso e em meio a tantas ligas, o carnaval sofre, perde adeptos e incrivelmente voltamos aos tempos de ouvir que “carnaval é sinônimo de baderna”.

Com as bençãos dos mestres que lá nos primórdios direto do quintal de CIATA criaram esta festa, pedimos bom senso aos poderosos dirigentes e que pensem no futuro do carnaval carioca através das próximas decisões que serão tomadas de agora em diante nas salas das historicamente comprovadas “Ligas das Injustiças”.
E SÓ NOS RESTA TORCER PARA DAR TUDO CERTO!

Por Waldir Tavares

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