“Não vejo a possibilidade de ter carnaval em 2022”, diz ex presidente da Anvisa, o sanitarista Gonzalo Vecina

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Reprodução

Em recente declaração a Revista Exame, uma das maiores autoridades em saúde pública no país, o médico fundador e presidente da Anvisa (1999 até 2003, Gonzalo Vecina, se mostrou descrente quanto a realização do carnaval no próximo ano, como prega Prefeitos de grandes centros carnavalescos como Rio e São Paulo.

Segundo ele, não há como controlar aglomerações, uso de máscara e garantir a participação somente de pessoas totalmente vacinadas. A alegação do médico é o risco da circulação da variante Delta, mais transmissível, em grandes aglomerações. Na projeção do sanitarista, os casos de covid-19, que atualmente estão em queda, devem voltar a subir entre o fim deste mês e o começo de outubro. Há casos de pessoas vacinadas que tiveram a forma leve da covid-19.

Carnaval é algo que você não controla, um evento de massa muito solto. Não vejo a possibilidade de ter carnaval em 2022. O São João, no meio do ano, é possível, mas difícil. Teremos espaço para jogos de futebol com torcida, teatro, eventos em que há controle

Sobre os desfiles das escolas de samba nos sambódromos, Vecina diz o seguinte: “Para quem vai estar na arquibancada, é um evento discutível. As pessoas precisam estar vacinadas. Mesmo assim existem riscos. Também pode-se exigir um teste negativo de RT-PCR, mas não vejo obrigatoriedade da testagem”, afirmou.

Mesmo com o atual avanço da variante Delta no Rio, os planos para o carnaval de rua de 2022 preveem 40 dias de cortejo pela cidade a partir do fim de janeiro. No fim de agosto, a Riotur lançou um documento com orientações para as empresas que pretendem apresentar propostas de produção e suporte aos desfiles dos blocos de rua. O prefeito Eduardo Paes, já disse que a “Cidade estará preparada para o Carnaval de 2022, e que trabalha com a hipótese de que vai ter carnaval”.

Prefeito Eduardo Paes – Foto: Pablo Jacob / Extra

Em São Paulo, a prefeitura autorizou, na quarta-feira, 15, o início dos preparativos para a realização dos desfiles de escolas de samba. Com a liberação, as escolas e a Liga podem retomar os preparativos. Mas a decisão ainda depende da Secretaria Municipal de Saúde.

A passarela dos desfiles, no Anhembi Alexandre Battibugli/Veja SP

Embora a variante Delta corresponda a 95,8% dos casos de Covid-19 no Rio de Janeiro, a cidade registra queda nos indicadores da pandemia, provocada, na avaliação da prefeitura, pela vacinação.

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