Karla Cânepa, irmã do diretor-presidente do site CN1 foi agredida nesta terça-feira, por Pedro Kemp, deputado estadual e candidato a prefeito de Campo Grande/MS

3
696

Karla Cânepa, irmã do diretor-presidente do site CN1 foi agredida nesta terça-feira, por Pedro Kemp, deputado estadual e candidato a prefeito de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Karla, que é candidata a vereadora na cidade, questionou o deputado sobre a divisão do fundo eleitoral, em torno de 500 mil reais, que favorece apenas 8 dos 43 candidatos a vereador pelo PT de lá, divulgado pelo site da transparência do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com o TSE, Karla Cânepa é a candidata que menos recebeu recursos do partido.

Em um grupo de whatsapp com todos os 43 candidatos a vereadores do PT em Campo Grande, Karla compartilhou os dados e escreveu “Kemp fiz campanha de graça em 2018, coloquei minha cara para bater e ele se mostrou um demagogo… as pessoas mancham a honra do meu partido que tanto admiro”.

Após as mensagens, testemunhas afirmam que Pedro Kemp ligou aos berros para Karla que desligou o telefone. Sem avisar, o candidato a prefeito invadiu o comitê político de Karla, com mais 3 homens, que estava em reunião de campanha com seus coordenadores, que representam os movimentos LGBTQI+, Povos de Terreiros, Mulheres, Negros, Artistas de Rua, Profissionais do Sexo, Juventude e Agricultores Familiar.

Karla Canepa, vitima da fúria do Deputado Pedro Kemp

Sem respeitar a reunião e sabendo que estava sendo gravado, Pedro Kemp exigiu que a candidata olhasse para ele e se retrata-se, tentando censurá-la e intimidá-la, xingando, gritando, ofendendo e ameaçando sua companheira de chapa, sendo segurado por diversas vezes por seus assessores. Atônitos, os apoiadores de Karla, assistiram perplexos o deputado quebrar a mesa aos murros e tentar segurar os braços da candidata, momento em que foi pedido que baixasse a voz e se retirasse do comitê, mas Kemp se negou a sair.

De acordo com sua assessoria, Karla vem sendo perseguida dentro do próprio partido, após exigir que o PT se manifestasse sobre candidaturas de políticos fichas suja noticiada pela imprensa local. Além de verba, o partido cortou suas inserções na televisão, conforme comprova o mapa de veiculação.

MAPA

Após ser agredida, seu irmão publicou no facebook uma nota de repúdio que viralizou com cerca de 3 mil compartilhamentos e mais de 50 mil visualizações, motivando a imprensa local a noticiar o ato de violência. “É inaceitável o que aconteceu, eu estava em uma reunião de trabalho, quando fiquei sabendo. Mulher nenhuma pode ser tratada dessa forma, nós familiares estamos revoltados, minha avó de 90 anos e meus sobrinhos de 5 e 13 anos estão apavorados e amedrontados. Esse cidadão é violento e tem poder, mas não vamos permitir que nos intimide e nos ameace. Eu recebi ligação de várias pessoas ligadas a ele querendo negociar esse vídeo, inclusive da esposa dele, mas a questão política não está em jogo, eu como irmão sai em defesa da minha irmã que é mulher. Não quero saber se isso vai gerar votos ou fazê-la perder votos, quero que a justiça e a verdade prevaleçam”, disse Thiago Cânepa.

ATAQUES A KARLA POR PARTE DE OUTRAS CANDIDATAS, E TAMBÉM SÃO MULHERES.

Após a comoção pública em favor da Karla Cânepa, o PT e o candidato Pedro Kemp publicaram nota, mas sem se desculparem diretamente com a vítima, tentando descontruir sua reputação. Tivemos acesso a áudios de grupos internos do PT (como se escuta nos áudios abaixo), onde membros do partido desqualificaram a candidata. Caso das também suplentes do mesmo partido Luiza Ribeiro e Camila Jara.

Luiza Ribeiro, que tenta manchar a credibilidade de Karla, é conhecida no meio político do Mato Grosso do Sul como “Boquinha”, se filiou a 6 meses no PT, perdeu a reeleição de vereadora, ocupou cargo de secretária municipal no governo do MDB, foi assessora de Michel Temer por uma semana, candidata a vice governadora e vereadora pelo PPS, quando votou contra a regulamentação do Uber, contra o aumento salarial dos funcionários públicos de Campo Grande/MS e contra a isenção da taxa de iluminação pública; seu marido, funcionário público do governo PSDB responde por corrupção na FUNASA. Recentemente, o Ministério Público pediu a cassação da sua candidatura por considerá-la “Ficha Suja”.

Na contramão dos ataques dos próprios petistas, outros candidatos de diversos partidos se pronunciaram contra a violência à mulher, Cris Duarte candidata a prefeita pelo PSOL escreveu “Somos violentadas todos os dias em todos os lugares, é por isso que estou na política lutando incansavelmente, minha solidariedade a companheira Karla Cânepa”. Já Luciana Azambuja subsecretaria sul-matogrossense de políticas para mulheres disse à imprensa “Em qualquer contexto, seja doméstico ou político, é algo que não é aceitável e deve ser rechaçado”.

Confira o vídeo na íntegra, sem cortes e sem edições, no link abaixo:

Nota de Repudio da equipe de Redação – Não somos ligados a nenhum partido politico. Porém, assim como a maioria dos Brasileiros, a equipe do CN1 repudia qualquer forma de agressão vinda por parte de indivíduos do sexo masculino contra a mulher.

3 COMENTÁRIOS

    • Boa tarde, em resposta ao seu comentário calunioso e sem provas, vai nossa reposta.

      Somos um veiculo de Imprensa amparado por diversos órgãos que garantem por lei nossa liberdade de publicar qualquer noticia baseada em dados e fatos, como foi o caso.

      Não existe, de nossa parte, nenhuma ligação partidária. Assim como a maioria dos Brasileiros, a equipe do CN1 repudia qualquer forma de agressão vinda por parte de indivíduos do sexo masculino contra a mulher.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui