Imperatriz entra na Justiça para impedir ‘desvirada’ de mesa no carnaval carioca

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Após presidente da Liesa anunciar que renunciou ao cargo, escola questiona a legitimidade da convocação de uma nova assembleia decidir sobre sua permanência na elite do carnaval.

A Imperatriz Leopoldinense entrou nesta terça-feira com uma ação judicial para tentar se manter no Grupo Especial do Rio de Janeiro. A petição inicial da causa, entregue pela advogada Valéria Stelet ao Tribunal De Justiça do Rio (TJ-RJ), questiona a legitimidade da convocação de uma nova assembleia para deliberar sobre a permanência da escola na elite do carnaval. O texto menciona a renúncia do presidente Jorge Castanheira, anunciada no início de junho, e questiona a legitimidade dele para realizar a condução de novos processos na entidade.

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) aguarda o próximo dia 10 para decidir o destino da Imperatriz. Para a escola do bairro de Ramos, na Zona Norte, a nova assembleia não pode ser considerada legítima se convocada por Castanheira. Embora ele tenha anunciado a renúncia há quase um mês, ainda não está claro quando a troca de comando da liga será finalizada.

“A ata da primeira assembleia foi aprovada por unanimidade, sem quaisquer objeções, por todos que estavam presentes na mesma. Desde a sua renúncia o presidente da Liesa não liberou quaisquer valores para as Escolas de Samba, alegando não mais ter legitimidade para tal, tampouco deu andamento a qualquer processo ou contrato para a realização do carnaval 2020. Se o presidente da Liesa não tem legitimidade para os atos menores da Associação, jamais teria legitimidade para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária”, afirma a Imperatriz em nota oficial escrita para explicar à imprensa o pedido de abertura do processo.

A escola também alega que todas as agremiações desejam a manutenção de 14 escolas no Grupo Especial (eram 12 até 2017, antes da primeira virada de mesa — é a terceira consecutiva). Entre os argumentos, a Imperatriz defende que a Cidade do Samba, na Zona Portuária, tem espaço para abrigar todas as agremiações que ainda seguem no grupo.
“Dos os problemas referentes ao descenso de grandes escolas de samba nos últimos anos poderiam ser resolvidos com a manutenção de 14 escolas no regulamento do grupo especial, afinal são 14 barracões na cidade do samba. Vale lembrar que o bem-sucedido carnaval de São Paulo tem 14 escolas de samba no seu grupo especial. Este é o desejo das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que o presidente da Liesa simplesmente não aceita.

Na mesma nota, a escola credita o pedido de revisão de votos feito pelas três escolas à pressão do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) para que o resultado original da apuração fosse mantido.

Texto : O Globo

Foto: Adriano Ishibashi

 

 

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