Recentemente o jornalista João Gustavo Melo lançou o livro intitulado “Vestidos para brilhar — Uma epopeia dos grandes destaques do Carnaval carioca”, livro que faz justiça através do reconhecimento de nomes consagrados do segmento Destaques.

A obra por si é importante ferramenta e alerta para a diminuição, no caso do RJ, da média de 40 nos anos 90, para o número de 6 destaques por escola nos dias atuais.

Em 2018 a Beija Flor chegou a resumir a figura do destaque apenas na ultima alegoria, com alegações de inovação estética.

Afim de valorizar os grandes personagens que em alguns casos possuem gastos na casa de cem mil reais, além de todo o trabalho que envolve a pesquisa de materiais e concepção artística para abrilhantar nossa festa, o site CARNAVAL NÚMERO 1 inicia uma série de reportagens e entrevistas com alguns dos Reis e Rainhas das alegorias.

Nossa série se inicia com o Hairdresser, Diretor artístico, Artista plástico, Consultor de beleza e Artesão, MAURÍCIO PINA, que reside e trabalha em São Paulo, já desfilou em várias agremiações no Rio e em SP tais como Viradouro, MocidadeRosas de Ouro.

Atualmente Pina abrilhanta alegorias das escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (RJ) e Mocidade Alegre (SP) e Tom Maior (SP). O mesmo falou com exclusividade para o site sobre a sua arte tão encantadora.

CARNAVAL NÚMERO 1: Nos conte um pouco sobre sua trajetória.
M. PINA: Em 1984, saí de Getulina (SP) para morar na Capital Paulista com peito aberto para o sim e para o não, mas com vontade… Muita vontade.

CARNAVAL NÚMERO 1: Sabemos que a sua marca registrada é o estilo performático, o que te levou a adotar a caracterização nas fantasias?
M.PINA: Sempre gostei de CRIAÇÕES DIFERENCIADAS. Não fico apenas nas plumas, paetês e pedrarias. Como entrei numa linha mais alternativa, uso coisas surreais como correntes, acetato, plástico, tecido sintético e panos para fazer bolsas, cortinas e até forro de sofá.

CARNAVAL NÚMERO 1: Com criações tão complexas e incríveis, existe alguma favorita?
M.PINA: Não conseguiria dizer qual a mais marcante. Diria marcantes, como o “cristal” para o Chico Spinoza, o “Diamante” do Salgueiro, a “barata” para o Paulo Barros, o “Pinóquio” da Mocidade Alegre, etc…

CARNAVAL NÚMERO 1: Em média precisa de quanto tempo para maquiagem, se vestir. Enfim, toda a caracterização?
M.PINA: De 3 a 4 horas para make, vestimenta e montagem do Esplendor.

CARNAVAL NÚMERO 1: O destaque precisa de apoio. Quantos são necessários para compor seu staff para fantasias tão complexas?
M.PINA: Geralmente 3 apoios, mais 1 maquiador e 1 motorista.

CARNAVAL NUMERO 1: Após o carnaval, qual o destino das criações?
M.PINA: Repara-se o que danificou, se for o caso venda para agremiações do interior, alugo ou guardo para reaproveitar materiais.

CARNAVAL NÚMERO 1: Sobre os atuais destaques, alguém te chama a atenção?
M.PINA: Carlos Reis , Elton Oliveira, João Hélder, Almir Alberto , Dill San , Danilo Gayá

CARNAVAL NÚMERO 1: Resuma o destaque de alegorias Maurício Pina.
M.PINA: Eu me torno o personagem que interpreto, mas nunca me perco de mim mesmo. EU SOU MAURÍCIO PINA!

Por: Waldir Tavares 

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