DESTAQUE DE LUXO – O VAIDOSO EDNELSON PEREIRA

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Nosso personagem dessa coluna, o destaque de luxo do carnaval carioca Ednelson Pereira é mineiro, nascido na pacata cidade de Pouso Alegre, mas ele mesmo relata que sua infância foi vivida na também cidade mineira de Itajubá.

Ednelson nos conta que durante sua infância, embora já gostasse de participar dos pequenos bloco e bailes carnavalescos que aconteciam na cidade onde residia, o carnaval para ele nunca foi muito presente.

Concurso de Fantasias 8066 Luxo, muito luxo, e aplausos de pé no concurso das fantasias
“Sacerdote da Rainha Ginga, Quilomba da Matamba e Angola” – Ednelson Pereira – 2012

Seis anos depois de fundada nossa capital federal, Brasília, Ednelson mudou-se para lá, onde morou por longos dezoito anos, tendo nesta fase assistido aos desfiles de carnaval através das transmissões feitas pelas redes de televisão da época.

Estudando na Universidade de Brasília, Ednelson formou-se no curso de Psicologia, com passagens pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde, períodos nos quais pouco contato ele teve com o carnaval, já que seu foco eram seus projetos de relações internacionais.

Fantasia usada por Ednelson da Estação Primeira de Mangueira – Desfile de 2016

 

Por muito tempo Ednelson acalentou o sonho de conhecer pessoalmente o mar e foi através de uma viagem, que recebeu de presente de uma pessoa muito amiga, que pela primeira vez chegou à Cidade Maravilhosa.

 

Além de poder ver o mar pela primeira vez, Ednelson contou com a paixão pelo carnaval do Rio por parte da família que o hospedou, tanto que acabou indo com estes assistir ao desfile das escolas de samba, na época realizado na Avenida Rio Branco, espetáculo este que ficou para sempre marcado na memória do nosso personagem, pela beleza apresentada pelas grandes sociedades e o ritmo alucinante de suas baterias.

Posteriormente, no carnaval de 1972, Ednelson voltou a assistir ao desfile das agremiações cariocas, dessa vez na arquibancada, e foi o desfile apresentado pela tradicional Império Serrano, com o enredo “Alô, Alô, Taí Carmem Miranda”, enredo este desenvolvido pelo carnavalesco Fernando Pinto, que ficou para sempre na memória de Ednelson, desfile este que deu aos desfilantes da escola da Serrinha seu oitavo campeonato, desfilando no grupo principal das escolas do Rio.

Império Serrano – Desfile de 1972

Com esse desfile o Império Serrano acabou vencendo o carnaval carioca, como já referido e ainda foi o grande vencedor em três categorias do Estandarte de Ouro. Para Ednelson a partir dali iniciava sua paixão pelo verde e branco do Império Serrano.

Até o ano da inauguração do sambódromo carioca no ano de 1984, por várias oportunidades Ednelson esteve no Rio de Janeiro, na época de realização do carnaval, sempre desfilando como componente de ala no Império Serrano, onde segundo ele fez bons amigos.

Os grandes concursos com desfiles de fantasias de luxo foram assistidos por Ednelson via transmissão de televisão, com destaque para os concursos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e os desfiles realizados no Hotel Quitandinha, na cidade de Petrópolis, sempre ficando muito surpreso e admirado com a beleza das fantasias, sem nunca ter tido  oportunidade de estar presente nestes eventos.

O ano de 1984 marca a mudança de domicílio de Ednelson, de Brasília para o Rio de Janeiro, tendo vindo exercer suas atividades na Fundação Oswaldo Cruz, onde trabalhou por exatos 23 anos, tendo posteriormente se aposentado. Por conta de seu trabalho na FIOCRUZ, Ednelson teve a oportunidade de realizar muitas viagens ao exterior, sempre a serviço.

Estando a FIOCRZ localizada às margens da Avenida Brasil e por muitos colegas de trabalho pertencerem ao Bloco de Oswaldo Cruz, assim como muitos outros integrantes de outras agremiações carnavalescas, como a Estação Primeira de Mangueira, Unidos do Jacarezinho e Em Cima da Hora, não tardou muito para Ednelson conhecer finalmente a quadra de uma escola de samba.

Foi na Arranco do Engenho de Dentro que Ednelson teve suas primeiras experiências como destaque nesse mundo do samba, tendo desfilado na escola do carnaval de 1989 até 1997, com destaque para os desfiles de 1992, quando com o enredo “Mandacaru, fruta-flor do querer” do carnavalesco Sylvio Cunha a escola alcançou a  quarta colocação no grupo de acesso do Rio  e o carnaval de 1996, quando com o enredo “Ser Brasil, ser brasileiro”, do carnavalesco Jorge Freitas a escola foi a grande campeã no grupo B daquele ano.

Como já mencionado, Ednelson desfilou por muito anos em alas, até que para o carnaval de 1994 lançou-se ao desafio de ser destaque de luxo de uma agremiação carioca e a escolhida foi a Unidos de Vila Isabel, que para aquele carnaval apresentou o enredo “Muito prazer! Isabel de Bragança e Drummond Rosa da Silva, mas pode me chamar de Vila” do carnavalesco Oswaldo Jardim.

Nessa sua primeira incursão como destaque de luxo numa escola de samba do grupo principal do Rio, coube a ele, com um figurino de Rei, dançar com uma figurante fantasiada de Rainha, na porção traseira da alegoria apresentada pela escola do bairro de Noel.

E assim Ednelson prosseguiu nos carnavais da Vila Isabel de 1995 e 1996, ocupando seu espaço, com fantasias caprichadas, cheias de detalhes e de acordo com o figurino apresentado pelo carnavalesco da escola.

Para o carnaval de 1997 o carnavalesco Jorge Freitas assumiu na Unidos de Vila Isabel o desafio de colocar na Sapucaí o enredo “Não deixe o samba morrer” e como já conhecia Ednelson do Arranco do Engenho de Dentro, onde havia sido carnavalesco, o convidou para ser destaque, desta vez em posição central, em alegoria da escola, posição esta pela primeira vez ocupada por nosso personagem.

Dessa forma Ednelson veio na quinta alegoria apresentada pela escola, com predominância das cores branco e azul, alegoria esta que apresentava duas esculturas do Zé Pereira. Nessa alegoria ainda desfilavam a esposa e a filha do carnavalesco, também como destaques. Também ficou sob sua responsabilidade a confecção das roupas das composições da alegoria.

Nos anos seguintes, de 1998 a 2004, por uma série de situações, Ednelson deixou a passarela da Marquês de Sapucaí como destaque, já que sempre que era possível comprava fantasias em alas comerciais e desfilou tanto na Unidos de Vila Isabel quanto na Estação Primeira de Mangueira, verde e rosa pela qual nosso personagem tinha muito carinho, já que profissionalmente por várias vezes atendeu pacientes no Morro de Mangueira portadores do vírus HIV.

No carnaval carioca de 2005 Ednelson retorna ao seu posto de destaque na Unidos de Vila Isabel, para desta vez sob a batuta do carnavalesco Joãosinho Trinta, que ele mesmo considera o “Mestre dos Carnavais” fazer parte do enredo “Singrando os mares e construindo o futuro” representando o petróleo brasileiro, enredo este que também contou com a participação de Wanny Araújo como auxiliar de J30 no desenvolvimento final do desfile, já que Joãosinho precisou ser internado por conta de um AVC perto do carnaval.

A confecção desta fantasia foi do próprio Ednelson, que nunca havia se aventurado na confecção de uma roupa, mas com as informações e conselhos de amigos, sobre materiais e como melhor utilizá-los, avalia essa empreitada como tendo sido positiva.

Ednelson afirma ter um imenso prazer em desenvolver um figurino e a expectativa de receber o croqui da fantasia para o carnaval seguinte começa pelo meio do ano.

Estando aposentado ele afirma que a partir do mês de setembro já passa a ocupar-se diretamente com a confecção de suas fantasias, produção esta que chega até o mês de realização do carnaval.

Assim como outros destaques de luxo, Ednelson iniciou contratando o serviço de um ateliê para a confecção de suas fantasias, mas nos diz que com o tempo isso ficou muito caro, o que o desafiou a lançar-se na confecção de suas próprias fantasias para os desfiles. Ednelson contou com a ajuda e ensinamentos de muitas pessoas amigas quando iniciou a confeccionar suas próprias fantasias, amigos estes que nunca mediram esforços no compartilhamento de informações e ensinamentos nessa arte da confecção de roupas de luxo para o carnaval.

No processo de confecção de uma fantasia, Ednelson nos conta que a primeira etapa, logo que o desfilante recebe o desenho de seu figurino, seria uma leitura e interpretação do desenho recebido de forma profunda, para que de fato se chegue à mesma confecção e objetivo que pretendeu o carnavalesco da escola, ao ter a inspiração para a criação daquele figurino, já que nem sempre aquilo que o desfilante recebe no figurino desenhado no papel é possível de ser concretizado tal como criado, daí quem confecciona uma fantasia, tem que ter obrigatoriamente uma dose extra de criatividade, para que seja possível a concretização do figurino da melhor forma.

Ednelson faz questão de fazer referência à pessoas que sempre lhe apoiaram incondicionalmente para que pudesse passar pela Marquês de Sapucaí sempre com muito sucesso e emoção, nomes como Jorge Braz, in memorian, que muito incentivou nosso personagem, inclusive com empréstimo de material, quando isso foi necessário, além dos amigos e também destaques Eduardo Leal e Tânia Índio do Brasil e o estilista Edmilson Lima, um mestre da arte de confecção de fantasias de luxo para o carnaval.

Sempre foi preocupação de Ednelson confeccionar suas fantasias respeitando o figurino recebido do carnavalesco, sempre observando as cores apresentadas e o desenho da roupa, mesmo que as vezes algumas coisas sejam incluídas, sempre com o objetivo de enriquecer a roupa e obter um resultado final satisfatório.

Outra habilidade desenvolvida por Ednelson é a reprodução dos figurinos usados por ele em miniaturas, algo que realiza de forma integralmente artesanal, com o objetivo de guardar como lembrança os figurinos por ele usados, além de aventar a hipótese de no futuro realizar a doação dessas miniaturas para um museu que venha a ser constituído pela Unidos de Vila Isabel.

No carnaval carioca de 2006 Alexandre Louzada assumindo como carnavalesco da Vila Isabel apresenta o enredo “Soy loco por tí, América: A Vila canta a latinidade”, desfile no qual nosso destaque Ednelson veio no topo da última alegoria apresentada pela escola, experiência esta que ele destaca como maravilhosa, já que teve a oportunidade de ver a participação do público junto com o andamento da escola.

Esse desfile da Vila Isabel de 2006 é considerado por Ednelson como seu desfile inesquecível, dentre todos aqueles nos quais participou com tanto brilhantismo e luxo, para representar os mais variados personagens que lhe foram apresentados pelos carnavalescos das escolas por onde desfilou.

No carnaval carioca de 2007, além de abrilhantar o desfile da Unidos de Vila Isabel, com belas fantasias, assim como já vinha acontecendo, Ednelson por convite de uma amiga, também desfilou na Estação Primeira de Mangueira, ocasião na qual a escola apresentou o enredo “Minha língua é minha pátria, Mangueira, meu grande amor. Meu samba vai ao lácio e colhe a última flor”, desenvolvido pelo carnavalesco Max Lopes, que já vinha na escola desde o carnaval de 2001.

Como acontece no geral com quem chega numa “casa nova”, Ednelson ocupou o espaço como um destaque lateral, tendo sido ele mesmo o responsável pela confecção da fantasia de luxo que apresentou neste desfile, representação de uma arara.

Assim como aconteceu no carnaval de 2007, a partir daí Ednelson passou a sempre desfilar, abrilhantando os desfiles da Unidos de Vila Isabel e da Estação Primeira de Mangueira, durante a passagem dessas escolas na pista da Marquês de Sapucaí.

No ano de 2008 ocorreu a fundação da Associação dos Destaques das Escolas de Samba do Rio de Janeiro – ADRJ, e já na primeira diretoria dessa entidade representativa dos destaques de escolas de samba cariocas, Ednelson foi empossado no cargo de segundo secretário.

Membros da ADRJ na Marquês de Sapucaí – Carnaval de 2018
Fantasia premiada com o SAMBANET de 2011

No carnaval de 2011 Ednelson desfilando pela Unidos de Vila Isabel, quando a escola apresentou enredo desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães, com o título de “Mitos e histórias entrelaçadas pelos fios de cabelo”, foi agraciado com o troféu SAMBANET como melhor destaque de luxo do carnaval carioca.

Destaque ainda para o desfile da Unidos de Vila Isabel no carnaval carioca de 2013, carnaval no qual a escola do bairro de Noel alcançou sua terceira estrela, desfilando no grupo principal das agremiações cariocas, com a apresentação do enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo – Água no feijão que chegou mais um” da carnavalesca Rosa Magalhães.

Fantasia apresentada no carnaval de 2013
Com a fantasia que desfilou na vitoriosa Vila Isabel, Ednelson nesse ano participou no Concurso de Fantasias do Clube Sírio Libanês, na época organizado por Belino Mello.

Mas também na vida de um destaque de luxo, por mais que tudo seja muito bem organizado e planejado, até mesmo com antecedência, imprevistos de última hora acontecem, fazendo com que seja necessário se passar para um “plano B”.

Ednelson passou por isso no carnaval carioca de 2014, quando executou  confecção de sua roupa conforme o figurino recebido da carnavalesca Rosa Magalhães e foi somente na semana do carnaval que foi informado de que estaria numa altura de 14 metros e que o resplendor assim como foi feito não passaria na torre da televisão. De pronto nosso personagem teve que abandonar o resplendor já pronto, que era a representação de um “vitraux” e partir para uma possibilidade viável de substituição da peça em sua indumentária.

No carnaval de 2016, foi a vez de Ednelson apresentar-se com a fantasia que desfilou na Estação Primeira de Mangueira em concurso de fantasias realizado na quadra da Unidos da Tijuca, em evento promovido pelo carnavalesco e comentarista da Rede Globo de Televisão Milton Cunha.

Essa mesma fantasia, que representava a rosa dos ventos, com predominância das cores azul, branco e prata, fez parte do desfile vitorioso da Estação Primeira de Mangueira, quando a escola apresentou enredo com a vida e obra da cantora Maria Bethânia, durante a realização dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro, foi exposta no Aeroporto Internacional do Galeão, juntamente com outras fantasias de destaques da Mangueira para que pudessem ser apreciadas pelos atletas olímpicos no momento de seu desembarque na Cidade Maravilhosa para participação nos jogos.

Estação Primeira de Mangueira – Desfile de 2016

No carnaval do Rio de 2017, além de desfilar como de costume na Unidos de Vila Isabel e na Estação Primeira de Mangueira, Ednelson ainda desfilou como destaque de luxo também na Inocentes de Belford Roxo, ano em que esta agremiação desfilou no grupo de acesso carioca, com apresentação do enredo “Vilões – O verso do inverso”.

Em função de convite do carnavalesco da agremiação, Wagner Gonçalves, Ednelson recebeu o figurino da fantasia com o título de “O Mestre do Veleiro da Morte” e com esta fantasia foi agraciado com o Prêmio Plumas e Paetês daquele carnaval.

No desfile de 2017 da Estação Primeira de Mangueira, Ednelson veio mais uma vez no abre alas da escola, numa representação do Arcanjo Gabriel.

Ednelson a frente do abre alas da Estação Primeira de Mangueira – Desfile de 2017

No carnaval do Rio de 2018 Ednelson repetiu a dose e desfilou de novo nas três agremiações nas quais havia desfilado no carnaval anterior, tendo com a Inocentes de Belford Roxo conquistado o bicampeonato no troféu Plumas e Paetês com a fantasia o “Grande Imperador Africano” que brilhou no alto do carro abre alas da agremiação desfilando no grupo de acesso.

Nos últimos carnavais de 2019 e 2020 Ednelson voltou a desfilar somente pela Unidos de Vila Isabel e pela Estação Primeira de Mangueira.

Ednelson desfilando em concurso de fantasias na quadra da Vila Isabel

No desfile da Unidos de Vila Isabel no carnaval de 2019 que se notabilizou pela grandiosidade e luxo exibido pela escola, na apresentação do enredo “Em nome do Pai, do Filho e dos Santos, a Vila canta a cidade de Pedro”, do carnavalesco Edson Pereira, Ednelson veio representando a figura de São Pedro de Alcântara.

Com esta mesma fantasia apresentou-se no concurso de fantasias promovido por Milton Cunha que aconteceu na quadra da própria Unidos de Vila Isabel.

Ednelson destaca a figura do carnavalesco Edson Pereira, por toda a importância e valor que destina aos destaques das escolas por onde passou, o que torna a relação destaque/carnavalesco muito positiva e extremamente respeitosa.

Desde o ano de 2019 Ednelson responde como coordenador de destaques da escola do bairro de Noel, agremiação que o nosso personagem sempre representa nos diversos eventos que ocorrem durante o ano.

Na Estação Primeira de Mangueira, Ednelson de novo desfilou no ponto mais alto do carro abre alas da verde e rosa carioca, tendo a escola conquistado o título, apresentando um enredo que tinha como preocupação mostrar a verdadeira história do Brasil, que por muitos anos foi escondida por detrás de uma história dita oficial, enredo esse desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.

No último carnaval de 2020 mais uma vez Ednelson brilhou com as suas fantasias, embelezando as alegorias da Vila Isabel e da Mangueira, como já acontece desde o carnaval carioca do ano de 2007.

Entrega dos figurinos para o carnaval de 2020 da Vila Isabel

Desde o momento que recebe croqui da sua fantasia, Ednelson já passa ao processo de tirar do papel a ideia do carnavalesco, para que seja possível a confecção da roupa com o melhor resultado possível. Várias são as etapas pelas quais o desfilante passa no processo de confecção, para que finalmente possa brilhar no alto da alegoria onde vai passar ao longo da Marquês de Sapucaí.

O desenho da fantasia precisa ser analisado e minuciosamente estudado, para que tudo seja passível de concretização durante a fase de confecção, que no caso de Ednelson, conforme já mencionado, acaba geralmente na semana anterior ao desfile no sambódromo carioca.

Ele nos conta que a emoção é muito grande e logo aflora, tão logo no carro de som começam a entoar os sambas exaltação dessas escolas e a alegoria, onde vem, faz a curva na entrada da pista da Marquês de Sapucaí, avistando já a enorme arquibancada do setor um.

Ednelson no carro abre alas da Unidos de Vila Isabel – Desfile de 2020

Na Estação Primeira de Mangueira veio representando a figura do Rei Herodes Antifas na alegoria “As Faces Dolorosas da Paixão”, fazendo parte do enredo “A verdade vos fará livre” desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.

Ednelson diz que a não realização dos desfiles de carnaval nesse ano de 2021 não o abalou, já que ele foi acometido pela Covid-19, com sintomas leves, o que o obrigou a recolher-se em quarentena e que esta festa da alegria não poderia ser realizada no meio desta pandemia, que nos trouxe e ainda traz, tanta tristeza por conta das muitas vidas que ceifou, das muitas famílias que foram atingidas com a perda de seus integrantes.

Mesmo que já tenha sido convidado para desfilar fora do Rio de Janeiro, Ednelson confessa que isso está fora de seus planos, pelo menos nesse momento, já que deslocar-se no Rio já é complicado com todas as peças que compõem uma fantasia, não podendo nem imaginar o trabalho que isso daria para viajar para outros lugares mais distantes.

O carnavalesco Edson Pereira, na Unidos de Vila Isabel desde o desfile de 2019 deixou o seu recado para Ednelson:

Com vistas ao próximo carnaval, caso sejam possíveis desfiles no ano de 2022, Ednelson aguarda seus figurinos da Vila Isabel e da Mangueira, duas agremiações que já divulgaram seus enredos, para que possa iniciar o planejamento e realização das fantasias, com o objetivo de em mais um carnaval brilhar sob os holofotes da Marquês de Sapucaí, recebendo o reconhecimento e o aplauso de todos que amam as escolas de samba e o carnaval brasileiro.

Por Sidnei Louro Jorge Júnior

 

 

 

 

 

24 COMENTÁRIOS

  1. Caro Amigão, Ednelson! Você é uma excelente pessoa. A sua história é maravilhosa. Fico muito feliz por você ser essa pessoa que é. Você é um dos maiores DESTAQUES ao maior espetáculo da Terra, estou agradecido por continua fazendo parte dessa sua arte. As roupas que você apresenta são de Grande Luxo que vale apena assistir de perto a sua arte e a sua apresentação nas Quadras.
    Espero que você continue fazendo as suas roupas maravilhosas, porque você tem talento para isso e muito mais.
    Grande abraço, amigo.

  2. Parabéns vc e realmente um luxo além de super dedicado e profissional. Precisamos de destaque como vc comprometido com a escola 👏👏👏❤️

  3. Lindooooo…uma trajetória maravilhosa… Um ser humano fantástico, vc merece não só essa homenagem, mas todas que fizerem por vc… Te Adorooo meu amigo… 💙💙💙💙

  4. Ednelson, parabéns pela sua linda trajetória no carnaval carioca, acompanhei desde o início e ver esse merecido reconhecimento é muito gratificante, somos amigos há 34 anos e lembro da primeira vez que você fez o seu pimeiro destaque na Gres Arranco do Engenho de dentro, exatamente ali nasceu um grande destaque, o seu amor e comprometimento com cada agremiação onde voce passa você deixa a sua marca registrada, com fantasias luxuosas, o mais legal disso tudo é que a maioria das fantasias são confecionada por você mesmo, e claro, o resultado dessa trajetória e o reconhecimento dessa turma que ama o carnaval, só reforça a sua importância e a
    sua assinatura no carnaval carioca. PARABÉNS meu querido amigo! 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

  5. Tio, parabéns pelo seu belo trabalho! Você é um artista. Todo ano esperamos para poder acompanhar você pela TV. Pena que não deu esse ano mas se Deus quiser você ainda vai fazer esse Carnaval Carioca brilhar por muitos e muitos anos. Beijos e abraços de Tiago e família.

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