O hairdresser paulistano Douglas Amorim de Matos possui 43 anos. Destes mais de trinta dedicados ao carnaval. Filho dos soteropolitanos Gedalva Amorim de Matos e Manoel Ferreira de Matos, Douglas é um um apaixonado por carnaval e também um importante Destaque de Luxo nos desfiles de São Paulo.

Não existem duvidas que o DNA baiano dos pais ajudou na paixão pela folia, pois sua Mãe foi a responsável por levar os filhos Douglas e Luciana no primeiro contato com o carnaval. Nos anos 80, Dona Gedalva era frequentadora assídua dos bailes no antigo Clube Aeroviário, em frente ao aeroporto de Congonhas. As fantasias eram todas customizadas na casa da família Amorim. Como todo bom sambista, Douglas foi crescendo e dai passou acompanhar os Desfiles de Escolas de Samba na televisão, sempre na companhia de sua avó, Dona Elza (in memorian).

Um bebe folião – Douglas Amorim

Em 1983 parte da família começou a desfilar na Escolas de Samba Independente do jardim Miriam em Americanópolis, bairro situado entre os distritos de Cidade Ademar e Jabaquara. A agremiação, na época, era presidida por Dona rosa, que além de presidente também era costureira, harmonia, e fazia de tudo um pouco na escola. Ainda no mesmo ano a família foliã liderada pelos tios Taninha e Flavio, também desfilou na cidade de Diadema, município do estado de São Paulo. Foram os primeiros desfiles de Douglas Amorim, ainda na ala das crianças.

Após mais alguns desfiles em alas, Dona Rosa veio a dar a oportunidade a Douglas desfilar pela primeira vez em uma alegoria, isso aos quatorze anos em 1991. Um ano depois, Douglas Amorim assume os desenhos de figurinos da Independente do jardim Miriam, além de desfilar como destaque principal da escola.

A família Amorim

Neste mesmo ano de 1992, a Tia Taninha levou Douglas e seu amigo Fabiano até o ensaio da Escola de Samba Vai Vai. Deslumbrados com o poder da Escola de Samba do bairro do Bixiga, os amigos decidem passar a desfilar na alvinegra do distrito da Bela Vista. O primeiro contato foi na famosa ala da Dona Fátima do Bixiga, mas a decisão ficou por desfilarem na também badalada ala do Clarício Gonçalves, atual presidente da Vai Vai. O enredo “Por Mares nunca dantes navegadosde Fábio Brando e Luís Rossi levou a escola ao vice campeonato entre as grandes escolas de samba paulistanas.

Douglas e seu amigo Fabiano

Tudo era tão fantástico, novo, uma experiência que não consigo esquecer, bateria numa cadencia maravilhosa, os ensaios eram magníficos em fim era uma escola do grupo especial. Logico que ali nascia um grande amor pela Vai Vai. Conhecemos muitas pessoas maravilhosas na Vai Vai, afinal de contas eu e meu amigo éramos duas crianças em uma grande escola. Pessoas bacanas que nos orientavam sobre os ensaios e desfile. Tinha passado um ano convencendo minha mãe a deixar eu desfilar em uma escola grande, ela achava perigoso, por eu ser menor de idade. Mas enfim estava no Anhembi“, explica Douglas.

Neste contato surge a admiração pelo segmento Destaque e as luxuosas fantasias. No ano seguinte, o ainda menino Douglas foi atras do sonho de desfilar em uma alegoria da Vai Vai. As reuniões eram de quarta-feira, e ele estava quase todo dia em busca de seu primeiro figurino. Foi quando as lendárias Destaques Bene Zarpellon e Iracy, que coordenavam os Destaques da Vai Vai na época deram a oportunidade para o jovem futuro Destaque. O enredo era “Nem tudo que reluz é Ouroe a Vai Vai se tornaria a campeã do carnaval de 1993.

Primeiro figurino da Vai Vai 1993 – Comissão de Carnaval
(Fábio Brando, Luís Rossi e Renato Teobaldo)

Assim que saiu o figurino, tinha uma missão de fazer bonito, mas uma vez na avenida, mas desta vez em cima do carro alegórico. A fantasia era pequena mas foi meu primeiro passo para tornar-me um dos grandes destaque da Escola de samba Vai Vai. Já tinha uma base de como desenvolver uma roupa de destaque. A escola do meu bairro foi uma escola da vida, aprendi noção de costura, de adereços, e assim fiz meu primeiro figurino“, relembra.

Inã-Guê: pegando Fogo” era o enredo da Vai Vai no carnaval de 1994. Como o titulo sugere, a ideia da dupla de carnavalescos Fábio Brando e Luís Rossi era falar sobre o elemento fogo na criação do universo. A chuva desabou com força sobre o Anhembi durante a passagem da “Escola do Povo” que teve carros se desmanchando por conta da chuva, cronômetro estourado e uma apresentação pirotécnica julgada como imprudente pela Liga. Ao todo, a escola perderia 17 pontos, quase se candidatando ao rebaixamento. Douglas desfilou na última alegoria da escola com uma roupa de fênix toda branca.

Em 1995 os carnavalescos Brando e Rossia deram a oportunidade para o jovem Douglas, até então com 18 anos,  desenhar sua própria fantasia de Imperador Chinês para a ultima alegoria do enredo “Deu poesia na terra da garoa”, uma homenagem aos poetas paulistanos. Douglas ainda ficaria mais um ano na Vai Vai, escola que proporcionou a oportunidade ao Destaque de conhecer, apreender e conviver entre nomes como o mago João Pasqua, as damas Bene Zarpelon, Ivete Pugliese, Eduardo Carneiro e o coordenador de Destaques Gilberto Lopes. No ano seguinte se afasta da escola do Bela Vista.

Após convite, Douglas Amorim se torna Destaque central do Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos do Peruche, uma das mais tradicionais escola de samba da cidade de São Paulo e do Brasil. O carnavalesco Sidinho Ramos cria para Douglas uma fantasia de Pajé para o enredoTodo Brasileiro é um Rei com a Coroa Sideral

Peruche 1997

O retorno a Vai Vai seria em 1998, seria a chance para Douglas Amorim de desfilar com o badalado carnavalesco Chico Spinosa. Depois de perder o título para a X-9 em 1997, a Vai-Vai pisou forte defendendo o enredo “Banzai, Vai-Vai!”. Já com o dia amanhecendo, Amorim desfilou vestido com a Fantasia de “Morcego” na ultima alegoria do desfile que se tornaria campeão naquele ano. No ano seguinte um atraso no figurino faria Douglas mais uma vez ficar fora da Vai Vai. O Destaque foi desfilar  na Unidos do Peruche, mais uma vez com seu amigo Sidinho Ramos que junto a Frank Gal assinaram o inusitado enredo “Bill Gates – o Cérebro do Futuro“. A fantasia de Douglas se chamava “Vírus”. Neste ano o Destaque também trabalhou no barracão da a “filial do samba“, onde aprendeu muito sobre acabamento e adereços de alegorias. Em 2000 a Vai Vai contratou Flavio Tavares para desenvolver o enredo ” Vai Vai Brasil”. Douglas Amorim retornava a escola para juntos comemorem um tricampeonato. A fantasia usada por Amorim se chamava “Liberdade de expressão”. O tetra da Vai Vai foi em 2001, desta vez com o carnavalesco Ilvamar Magalhães que criou o enredo O Caminho da Luz, a Paz Universal”. Neste desfile Douglas usou a fantasia “O pão“. O carnavalesco virou um amigo e um padrinho que proporcionaria outros voos ao já experiente Douglas Amorim. Neste mesmo ano Douglas participou do Festival de Verão, em Moscou na Rússia.

Em 2002 o enredo “Guardado a sete chaves” foi escolhido por Ilvamar Magalhães  para a escola alvinegra tentar o pentacampeonato. Quinta a entrar na Avenida a Saracura fez uma apresentação decepcionante. O enredo que tratava do número 7, abordou temas interessantes, teve uma boa divisão em setores, mas não foi aquilo que se esperava da Vai-Vai que apresentou um conjunto alegórico bem mais modesto do que de costume. Douglas Amorim desfilou de “Guardião da Carruagem” na ultima alegoria. Neste ano Douglas fez dupla jornada e também desfilou na Camisa Verde e Branco da Barra Funda com a fantasia “Montezuma“, criação de Rodrigo Siqueira e Armando Barbosa.

No ano seguinte Douglas Amorim faria desta vez triplo desfile do sambódromo do Anhembi. Além de sua Vai Vai, que falava de cavalos no enredo”Entre Marchas, Galopes e Cavalgadas” (Ilvamar Magalhães), o destaque brilhou novamente no Camisa Verde e Branco e fez sua estreia na Sociedade Rosas de Ouro a convite do também brilhante destaque Naldo Cavalcanti. O enredo da roseira era de Raul Diniz (No circuito das frutas – Tô de bem com a vida).

2004 foi o ano de amarguras e felicidades para o Destaque Douglas Amorim que desfilaria novamente em três escolas de samba. A tristeza ficou por conta da participação no desfile da Vai Vai. O carnavalesco Lane Santana assinava o enredo “Quer conhecer São Paulo? Vem pro Bixiga para ver…“. Infelizmente Douglas não conseguiu desfilar pois o suporte da fantasia desapareceu na hora do desfile. Ainda em São Paulo, Douglas pode superar o fato ocorrido na Vai Vai desfilando no ultimo carro do Camisa Verde e Branco. Sua parceria com Ilvamar Magalhães lhe proporcionou a estreia no sambódromo carioca da Sapucaí e mais uma felicidade. O carnavalesco estava a frente da reedição de “Aquarela Brasileira” no Império Serrano e levou o destaque paulista para abrilhantar uma das alegorias daquele desfile emocionante. Apesar de problemas de pista e plásticos, o desfile da verde e branca carioca foi histórico.

Gilberto Lopes, então diretor da Vai Vai, solidário com o ocorrido no ano anterior, presenteia Douglas Amorim com a posição de Destaque Central da escola em 2005. O enredo “Eu também sou imortal”. O carnavalesco Raúl Diniz  “viajou” através da imortalidade. Novamente no Império Serrano, neste ano veio com a fantasia “A poluição” no enredo “O grito que Ecoa no ar- Homem/natureza, o perfeito equilíbrio, de Ilvamar Magalhães. No ano seguinte repete a dobradinha Rio x São Paulo na Vai Vai e novamente no Império Serrano, desta vez com o carnavalesco Paulo Menezes no antológico enredo “O Império do Divino”

O 4º Reino, O Reino do Absurdo” foi o enredo da Vai Vai em 2007. O Carnavalesco Chico Spinosa estava de volta a escola após oito anos fora. Douglas desfilou com a fantasia “Grande navegador Marco Polo” no carro de Veneza. Já naquele que seria seu ultimo desfile na Império serrano, a fantasia representava o átomo no enredo “Ser diferente é normal. O Império serrano, faz a diferença no carnavalde Jack Vasconcelos. A escola carioca foi rebaixada este ano. Em 2008 “Vai-Vai acorda Brasil, a saída é ter esperança” levou a Vai Vai ao campeonato e Douglas vestiu a fantasia “A Repulblica.

Douglas veio representando “A flor de tabaco” no Desfile da Vai Vai em 2009 . O enredo “Mens Sana et Corpore Sano – O Milênio da Superação” de Chico Spinosa foi vice campeão no ano. Neste mesmo ano o destaque conheceu o carnavalesco André machado que estava fazendo o carnaval da Perola Negra. O carnavalesco fez um convite, que por ventura não pode ser aceito. Mas no próximo ano se iniciaria uma parceria que é um capitulo a parte na trajetória do Destaque Douglas Amorim.

Em 2010 com um novo convite de André machado fui para o Perola Negra, saindo no abre alas, como enredo “vamos tirar o Brasil da gaveta. Fato curioso neste ano André soltou meu figurino em abril, nenhum carnavalesco fez isso na minha vida carnavalesca e assim nascia uma grande amizade. Meu figurino era o senhor da perola, linda grandiosa, levei mais de quatro horas para montar a fantasia, tinha seis apoios eram muitas peças e muita gente ajudando. Agradecimentos a todos meus apoios, sem eles não sou ninguém, ou melhor, não sai nada na avenida“, Douglas sobre o Carnavalesco André Machado e seus apoios.

Além de aceitar o convite de André Machado, Douglas se mostrando pé quente, vai desfilar com o carnavalesco Jorge Freitas na Rosas de Ouro como enredo campeão sobre o chocolate “Cacau: um grão precioso que virou chocolate, e sem dúvida se transformou no melhor presente” Em 2011 permanece no Rosas de ouro, com Jorge Freitas que assinou o enredo, “Abra-te Sesamo: a senha da sorte!“. No ano seguinte Jorge assinou o enredo Hungria, o Reino dos Justus” e mais uma vez Douglas fez parte do time de Destaques da Roseira. Ainda esse ano, volta a desfilar com André Machado no Perola Negra representando um Jesuíta no enredo “A pedra que canta também samba – Itanhaém, hoje a Pérola é você!”. A escola da Vila Madalena sofre rebaixamento neste ano.

rosas 2012

Após novo hiato, Douglas retorna ao Vai Vai em 2013. A escola estava de carnavalesco novo, desta vez Cahe Rodrigues que levou o enredo sobre vinhos “Sangue da terra, videira da vida: Um brinde de amor em plena avenida – vinhos do Brasil!”. Douglas desfilou de colonizador italiano fazendo dupla com o destaque João Mulatto. Também desfila no acesso ajudando o amigo André Machado que vence o carnaval deste grupo e retorna com a Escola de Samba Pérola Negra para o grupo especial no ano seguinte. Neste mesmo ano sai no Acadêmicos do Tucuruvi em criação do carnavalesco Wagner Santos.

Chico Spinosa desenvolveu uma homenagem a cidade de Paulínia como proposta de enredo da Vai Vai em 2014. O figurino de Douglas se chamou “A chama do desenvolvimento” e o mesmo reinou absoluto no terceiro carro da escola. Este seria seu ultimo desfile pela escola. Na Perola Negra, de volta para o grupo especial, André Machado comemorava o feito com o enredo “Caminhos segui, lugar encontrei… Pérola Negra – a suprema Felicidade!” Neste desfile Douglas Amorim veio no Abre Alas da escola.

André machado se transfere para X9 Paulistana em 2015 e novamente Douglas Amorim acompanha o amigo vestindo o figurino de Oxumare o orixá do arco íris. Desfilando apenas em uma escola de samba no Anhembi, o Destaque resolveu novamente se aventurar na Sapucaí, Rio de Janeiro. Em contato com o carnavalesco Alex de Souza, então artista da União da Ilha do Governador,o carnavalesco fez o convite e Douglas aceitou vir de “Colonizador da fonte da juventude”, último carro do enredo “Beleza Pura“.

X9 Paulistana em 2015

O desfile sobre o Açaí que era a proposta da X9 Paulistana para o carnaval de 2016, se tornou problemático para quase todos os Destaques que participaram  naquele carnaval. A pedido de Douglas, Andre Machado desenhou um belo figurino de Borboleta Monarca. Na Tucuruvi que celebrava a religião, Douglas veio de pajé no abre alas, naquele ano o carnavalesco era Wagner Santos. No ano seguinte André Machado se transfere para o Rosas de Ouro e com isso Douglas Amorim retorna a Roseira no enredo “onvivium- sente a mesa e saboreie”. Neste ano Douglas desfila magnifico em um tripe vestido de verde água represento o Deus Baco.

A estreia no Abre Alas da Rosas se deu em 2018 quando Douglas foi convidado para vir a frente da escola formando um quarteto poderoso ao lado de João Pasqua, Naldo Cavalcanti e Mauricio Pina.

Naldo, Douglas (centro) e Pina

O enredo de André Machado era  “Pelas estradas da vida. Sonhos e aventuras de um herói brasileiro”.

Rosas de Ouro 2017

Com “Viva Hayastan!” a Rosas de Ouro fez uma homenagem ao povo armênio em 2019. O desfile por si foi emocionante. André Machado em um dos seus melhores trabalhos abusou de bom gosto nas fantasias de alas e principalmente dos destaques. A fantasia “Guerreiro De Hayastan” em tons de rosa foi mais um pedido exclusivo de Douglas Amorim ao amigo carnavalesco.

Rosas de Ouro 2019

“Quando sai os figurinos, temos que trocar ideais com quem os criou, assim podemos saber o que os carnavalescos querem em cima das alegorias deles. Logico que tem carnavalescos flexíveis e outro nem tanto. Mas ai o que prevalece, e o nosso bom gosto e credibilidade que os mesmo depositam em nós destaques. Afinal um destaque pode embelezar como destruir uma alegoria. Vi muitos (risos). Como eu mesmo faço minhas fantasia, me preocupo com dimensão das roupas, cores e penas. Já trabalhei com vários carnavalescos de Rio e São Paulo. Um carnavalesco que respeita o destaque hoje em dia é André machado, nunca tive problema com ele”.

Rosas de Ouro 2019

Conhecido por ter personalidade forte, Douglas Amorim consegue ser querido no meio por falar o pensa e a sua verdade. Um de seus fies amigos de longa data é Emerson Oliveira. 

Em 1999 fui fazer uma ala do Camisa Verde e Branco e tudo estava atrasado, já era o dia do desfile precisava acabar a roupa e pedir para minha Tia Taninha, colar os strass na minha gola, e fui tomar banho, quando sai do banheiro qual foi a minha surpresa minha tia, tinha colado o brilho do strass para baixo. Fui assim mesmo para avenida com strass virado. Outra situação engraçada foi na unidos do Peruche. Era o pajé da tribo, com uma fantasia grande, ao chegar no carro tinha uma destaque no meu lugar. Fui reclamar com os diretores que foram falar para o cara sair do meu lugar, mas como ele era conhecido da escola, fingiu que não era com ele, foi quando minha tia Taninha subiu no carro e tirou o caro a força. A minha guarda costas (risos). Quase não saio esse ano“, comenta um divertido Douglas Amorim.

Deus me deu o dom de criar, logico que nem tudo sabemos, mas trocamos ideias com amigos para tirar do papel as roupas. As gerações antigas dos concursos me levaram a entender que era capaz de fazer minhas próprias criações. Tinham vários exemplos a ser seguido. Ainda adolescente comprava as revistas Manchetes ou procurava em sebo as revistas antigas. Tive em uma época, mais de 50 revistas de carnaval, era muitas viagem vendo aquelas páginas“.

Em 2020 mais uma vez no rosas de ouro com seu amigo André Machado no enredo “Tempos Modernos”, Douglas Amorim representou um robô na alegoria “Quarta Revolução

Premio Adesp – Roberto Ferrari, Marcos Roberto, Alexandre Maia, Douglas Amorim e João Pasqua

Para a nova geração deixo o recado para que observem os destaques que vocês
gostaram de seguir nas rede sociais. O bom gosto é a palavra-chave neste caso. As criações levam meses para conclusão e  pouco tempo de avenida. Quando comecei tinham desfiles em clubes. No dias atuais tem a Internet que você pode rever coisas lindas do passado. A tradição de ser destaque e permanecer no carnaval só vai acabar quando acabar o próprio carnaval, que eu não acredito muito. Tenho amigos que diz que ser destaque é uma vaidade muito cara. Fala que a cada fantasia compramos TV, geladeira, sofás e etc., para usar em 20 minutos. Como fala meu amigo Emerson: A cada fantasia é um sonho realizado e um sonho não tem valor financeiro e bem pessoal. Espero que essa magia nunca se acabe e que podemos perpetuar essa arte, de fantasias lindas. E que podemos reviver os grandes desfiles de fantasias de novo

Rosas de Ouro 2020

Dona Gedalva que sempre foi a grande incentivadora, hoje se tornou a maior fã de Douglas. Sempre acompanhando todos desfiles pela televisão e vibrado sempre que seu filho aparece na transmissão oficial.

Um destaque nunca está sozinho. Para realizar o seu sonho e desfilar precisa de muitas pessoas que estão por trás desse sonho. Profissionais que contamos a cada fantasia. Um singelo agradecimento a todos costureiros, serralheiros, sapateiros, aos meus apoios, amigos (não vou citar nomes pois posso esquecer alguém) que sempre me seguem e aguenta meu estresse no dia, porque antes do desfile é uma luta. Mas enfim gratidão“, finaliza Douglas Amorim.

Foto Reprodução

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Douglas por sua linda e digna história no carnaval de São Paulo, você é a humildade e alegria em pessoa, fantasias belíssimas que enchem nossos olhos, obrigado por engrandecer nosso carnaval de São Paulo

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