JURADOS LIESA RJ – Bruno Marques

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Bruno Marques – Quesito Harmonia. O carioca de 38 anos, natural do Rio de Janeiro/RJ, morador de Niterói/RJ é jurado há 3 anos, mas apenas em 2019 suas notas foram contabilizadas.

Sem formação superior, estudou Harmonia com os falecidos professores Júlio Muniz e Carlos Almada, que também o ensinou Arranjo e Contraponto. Com Vittor Santos estudou Harmonia Funcional, Arranjo, Concepções Rítmicas e Contraponto Livre. Em Portugal, estudou paralelamente com alunos do curso de mestrado de percussão e de metais da Universidade de Aveiro.

Declarado “autodidata” em Composição e Orquestração de autores de música clássica, entre eles Hindemith, Rimsky-Korsakov, Arnold Schoenberg e Walter Piston.

Como arranjador trabalhou com a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, o quinteto de sopros espanhol Quinteto Rubato, compositor de bossa-nova João Donato, instrumentistas Nivaldo Ornelas e Mauro Senise, maestrina Priscilla Bomfim e com a cantora angolana Angela Ferrão.

Fez arranjos para a Feira Internacional de Luanda, Rede Globo e games. Em 2009 lançou um disco solo de música popular e sinfônica. Em 2013 concluiu sua primeira Sinfonia de 70 min. Atualmente ministra cursos de música clássica para leigos.

No carnaval de 2019, avaliou as escolas do grupo especial do Módulo 5, localizado no setor 10 da avenida e teve 7 notas descartadas entre as mais baixas do quesito, são elas: Império Serrano (9,7), Salgueiro (9,9), Beija-Flor (9,8), Imperatriz (9,7), União da Ilha (9,7), Tuiuti (9,8) e Mocidade (9,9).

Suas maiores notas foram para as 4 primeiras colocadas, Mangueira (1°), Viradouro (2°), Vila Isabel (3°) e Portela (4°), concedendo 10 para todas elas.

Considerado o mais rigoroso julgador do quesito Harmonia em 2019, apontou notas baixas para as escolas que abriram os desfiles Império Serrano, justificando que os componentes não cantaram o samba famoso, e a São Clemente estava desafinada.

Ilha e Imperatriz receberam também as menores notas, 9.7 para cada. A escola de Ramos foi penalizada por que os cantores estavam desafinados, canto dos componentes fraco e a melodia era negativa. Já a União da Ilha estava “sem expressão”, “espiritualmente baixa” e “canto extremamente baixo”, o julgador também justificou não escutar os instrumentos e não gostou do xote, que fez um “buraco no arranjo”.

Para penalizar Grande Rio (9,9) e Salgueiro (9,9), apontou que a maioria das alas não cantaram, nem mesmo o samba do ano da vermelho e branca da Tijuca.

Para tirar pontos da Mocidade (9,9), Bruno anotou a justificativa “afinação problemática dos contracantos na apreciação das linhas melódicas que antecedem os acordes sobre os quais se inserem”.

É de Bruno Marques a argumentação, “cantores desafinados” sobre Neguinho e “comunidade fraca” para a Beija-Flor (9,8); “2° voz cantou junto” e “canto fraco abaixo da Bateria” para Unidos da Tijuca (9,9); e “tom confuso” para Tuiuti (9,8).

Por Thiago Cânepa Amorim

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