Chico Spinoza – O Mago Místico

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Foto Dayse King
Estreou na Globo em 1976. Foi responsável pelos figurinos de novelas,minisséries e especiais de fim de ano de artistas como Roberto Carlos e Rita Lee.

Filho do fazendeiro Francisco Carlos Spinoza e de Zazá Soares Spinoza, diretora de uma instituição de ensino, Francisco Carlos Soares Spinoza, mais conhecido como Chico Spinoza nasceu em Taubaté em 1952, antes de chegar ao Carnaval já era um renomado figurista, com trabalhos louváveis nas telenovelas brasileiras.

Mudou-se para a capital aos 12 anos, para completar os estudos.

Seu início como figurinista foi na TV Tupi, como um dos integrantes da equipe do diretor de arte Pedro Ivan na novela Mulheres de Areia (1973), de Ivani Ribeiro. Na emissora, Chico Spinoza fez várias novelas, como O Machão (1974), de Sérgio Jockyman, e Xeque-Mate (1976), de Walther Negrão e Chico de Assis, além de trabalhar com Os Trapalhões e Chacrinha.

Com o fechamento da TV Tupi, atuou em novelas da extinta TV Educativa e TV Bandeirantes.

Estreou na Globo no humorístico Planeta dos Homens que ficou no ar até 1982. O convite partiu do figurinista Carlos Gil, que, segundo Chico Spinoza, adorou os figurinos que ele criara para a novela Cara a Cara (1979), de Vicente Sesso, na Bandeirantes. Em seguida, Chico assumiu o programa Viva o Gordo (1981).

Em 1986 se destaca com os figurinos do Criança Esperança, projeto que até hoje faz sucesso mobilizando a população e as autoridades em prol dos direitos da infância e da adolescência e para arrecadar recursos destinados ao Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Depois de atuar na televisão, resolveu se aventurar no carnaval, em 1988 ao fazer dupla com o cenógrafo Mário Monteiro, no Salgueiro.

A maturidade no carnaval veio em 1992, onde novamente ao lado de Mário Monteiro, cenógrafo da Globo, formou a dupla de carnavalescos que assinou o desfile campeão da Estácio de Sá de 1992, cujo enredo “Paulicéia Desvairada” falava sobre os 70 anos do Modernismo.

Em 1993 na luta pelo bicampeonato da Estácio, assinou sozinho “A dança da Lua” que embalado pelo histórico samba interpretado por Dominguinhos, não conseguiu chegar ao objetivo do bi campeonato por problemas extra avenida. Mas quem não lembra deste desfile?

No ano seguinte na União da Ilha, faz história ao colocar a escola em 4 lugar, quebrando todas as regras das ditas grandes no delicioso desfile “Abrakadrabra. Destaque para a alegoria feita de garrafas Pets com liquido colorido que representava a Alquimia.

Nesta época sabíamos que estávamos diante de um talento. O uso de varetas nos costeiros das fantasias e penas tingidas em cores inusitadas como cinza e marrom davam o tom do magnifico e mistico trabalho de Spinoza.

Este estilo o tornou BI CAMPEÃO em São Paulo. Na Vai Vai ele fez dos enredos “Banzai Vai Vai” e “Nostradamus” , desfiles gravados na memoria da escola do Bixiga como memoráveis.

Em 2000 com o valente “Terra dos Papagaios… Navegar foi Preciso” arrancou na marra e talento um honroso 5 lugar para Unidos da Tijuca, já prenunciando o que a escola faria dali a poucos anos a frente. Fadada a cair, quem ensinou a Tijuca a ser grande foi Spinoza. Paulo Barros deu sequencia e esta filosofia.

Após mais um ano no Borel onde falou de Nelson Rodrigues, nosso mágico foi se aventurar por Niterói. Na Viradouro assinou “Viradouro, Vira-Mundo, Rei do Mundoque para muitos ficou em um injusto 5 lugar.

No ano de 2003 foi carnavalesco da Mocidade na Penúltima vez em que a agremiação foi ao desfile das campeãs, permanecendo na verde e branca de Padre Miguel, no ano seguinte. Ficou por lá até 2004.

Em 2005 fez dupla jornada, pois foi carnavalesco da Caprichosos e Nene de Vila Matilde e em 2006, continuando só na Caprichosos e retornando novamente a Vai vai pelo qual no ano de 2007 foi terceiro colocado com o enredo O 4º Reino, O Reino do Absurdo mostrando que Spinoza sabia fazer Anhembi como ninguém.

Em 2008 com “Vai-Vai acorda Brasil, a saída é ter esperançavem mais um campeonato para Vai Vai e e no ano seguinte, vice-campeão com “Mens Sana et Corpore Sano – O Milênio da Superação“. Vai Vai absoluta nos quesitos plásticos, provava que este casamento era um sucesso.

No campeonato de 2011, viria a continuar como carnavalesco, mas saiu devido as divergências com a escola. Sendo nesse ano desenvolveu o carnaval da Tom Maior, onde alcançou a nona colocação.

No ano de 2012 foi comentarista dos desfiles pela TV Globo.

Em 2014, Chico Spinoza retornou mais uma vez, como carnavalesco da VAI VAI não logrando êxito ao terminar 9º colocação.

2016 com o retorno da Estácio ao Especial, teve sua terceira passagem pela escola, onde junto com Amauri Santos e Tarcisio Zanon fez parte da Comissão de Carnaval no belíssimo trabalho que contava o enredo “Salve Jorge! O Guerreiro na Fé“.

Por causas inexplicáveis a escola foi rebaixada e com a queda da Estácio a Série A, permaneceu dividindo só com Tarcísio. Saiu da escola no mesmo ano de 2017, após não conseguir patrocínio num provável enredo sobre Cingapura.

Em 2018 retorna a Vai Vai, mas o ambiente na escola já não era de outrora e fazendo parte de uma comissão de carnaval não passam de 10 lugar entre as grande de Sao Paulo.

Apos hiato de um ano, Chico é a aposta da velha e amada “parceira amante” Vai Vai para o maior desafio de sua carreira.Em 2020 assina “‘Vai-Vai de Corpo e Álamo”, tema que a “Escola do Povo” vai apresentar na Avenida exaltando os noventa anos de história, os quinze títulos da Escola e a busca do campeonato do Grupo de Acesso 1 no carnaval de São Paulo.

Nosso magico tem a responsabilidade de trazer uma das mais tradicionais escolas de samba do carnaval brasileiro de volta a elite.

Alem disso vem da sua arte o lenço que irá secar lagrimas de tristeza pós rebaixamento e sua magia ao causar lagrimas de alegrias a uma comunidade apaixonada por sua agremiação.

Por Waldir tavares

 

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