Briga na elite do samba

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Briga na elite do samba pode afastar patrocinadores e comprometer Carnaval 2020′. Viradas de mesa’ nos bastidores da Liesa podem atrapalhar outros grupos de acesso

Por trás da decisão que recolocou a Imperatriz Leopoldinense na chamada ‘elite’ do samba no Rio de Janeiro, há uma disputa de poder no chamado ‘mundo do samba’ bem anterior ao resultado do Carnaval de 2019. Atualmente, dois grupos que eram muito unidos e consonantes em todas as decisões tomadas no Carnaval agora disputam espaço na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), um problema que deve provocar reflexo em quem não tem nada a ver a situação: as agremiações de todos os grupos de acesso, tanto na Sapucaí, como na Estrada Intendente Magalhães.

“Se a Justiça embargar a ‘virada’ de mesa que reconduziu à Imperatriz Leopoldinense ao Grupo Especial e der o mesmo direito à Império Serrano”, todas as escolas rebaixadas nos grupos A, B, C, D terão o direito de reivindicar também a permanência nos respectivos grupos onde desfilaram. Isso vai provocar o caos na festa, que pode, inclusive, afastar os patrocinadores. Para desviar o foco, estão divulgando falsas informações, que dão conta de que a crise começou pela Série A. Na realidade, houve transição e os novos dirigentes dessa entidade assumiram, com respaldo da Justiça. O problema é no Grupo Especial”, afirmou um membro do alto escalão da Liesa, que prefere não se identificar, com medo de represálias.

Segundo fontes ligadas á organização dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro, a imagem do Carnaval começou a se deteriorar com a partir de 2017, exatamente no Grupo Especial, com ‘viradas de mesa que livraram no rebaixamento a Paraíso do Tuiuti e a Unidos da Tijuca. Um ano depois, a Liesa adotou a mesma decisão em prol da Grande Rio e Império Serrano. E esse ano, apenas a Imperatriz, penultima colocada, conseguiu se manter na elite, graças a uma ‘manobra’ de bastidores que foi articulada sem o conhecimento da direção da entidade e seus principais conselheiros.

Após declarar á imprensa que não cairia, o presidente da Luizinho Drumond, conseguiu adesão de um grupo de representanes de oito escolas: São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Estácio de Sá (Campeã da Série A), Grande Rio, União da Ilha, Salgueiro, Mocidade e Unidos da Tijuca. Certo de que não cairia, conseguiu, inclusive se manter na Cidade do Samba – a Estácio, campeã da Séria A está em outro barracão, e o da Imperatriz é o mesmo ocupado há anos.

Disputa é na elite – O grupo leal ao presidente Jorge Castanheira, formado por Mangueira, Beija-Flor, Portela, Viradouro e Vila Isabel, que tem diretores na direção da entidade, foi contra a permanência da Imperatriz. Mas o pedido da Diretoria Executiva da Liesa para que prevalecesse o regulamento, não foi aceito. “Houve uma ação orquestrada, que começou após o Carnaval. O que está em jogo não é apenas a permanência Imperatriz. Diante da possibilidade da prisão de acusados de contravenção ligados à cúpula do Carnaval, o grupo dissidente quer, na realidade, o controle da festa, que evolve cifras astrônomicas todos os anos. A briga é só em cima”, afirmou outro conceituados dirigente do Carnaval carioca.
Membros de ambos os lados se articulam nos bastidores para tentar por ‘panos quentes’ e tocar a vida. Caso não haja consenso, não está descartada a criação de uma nova liga e o fim da Liesa, cujos dirigentes foram responsáveis pelo processo de engrandecimento do Carnaval, elevando-o a uma das mais populares festas do Brasil.

Fonte: O São Gonçalo

 

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