“Alô, meu povão de Padre Miguel! Vamos lá!”

Quase três décadas da sua partida!

Ney Vianna foi Puxador da Mocidade de Padre Miguel e um dos mais talentosos intérpretes de samba enredo da história do Rio.

Começou a cantar no final da década de 60, na tradicional Em Cima da Hora, do bairro de Cavalcante.

No ano de 1973, Ney Vianna defendeu “O saber poético da literatura de cordel”, de autoria de Baianinho. A composição conquistou o Estandarte de Ouro de melhor samba, e Ney chamou a atenção da diretoria da Mocidade Independente pela sua performance na avenida.

Nos três carnavais seguintes, já na verde e branca de Padre Miguel fez dupla com Elza Soares na condução do microfone principal. Ao mesmo tempo que a Mocidade conquistava títulos, Ney ganhava mais notoriedade no samba.

Em 1981, ele venceu o concurso de sambas-enredo ao lado do compostor Nezinho. Dois anos antes, levou a Mocidade ao seu primeiro campeonato no Grupo Especial, no enredo “O Descobrimento do Brasil.

Ney só se afastou da Mocidade em 1984, quando teve uma passagem relâmpago pelo Império Serrano.
Em 1987, ganhou seu o Estandarte de Ouro de melhor intérprete, no histórico “Tupinicopolis”.

Na noite de 15 de outubro de 1989, durante a final da escolha do samba que contaria o enredo “Vira, virou, a Mocidade chegou”, Ney Vianna teve um enfarte fulminante, morrendo em plena quadra aos 47 anos.

Os produtores do disco do carnaval de 1990 lhe renderam uma homenagem, colocando uma gravação antiga de seu grito de guerra, na abertura da faixa da escola que seria puxado até então novato substituto Paulinho Mocidade.

No desfile, vencido pela Mocidade de Padre Miguel, os carnavalescos Renato Lage e Lílian Rabello também homenagearam o grande intérprete numa alegoria que representava a Vila Vintém, com a reprodução da sua carteira de identidade com uma foto, numa alusão à música “Cartão de identidade”, que Ney Vianna cantava antes de cantar o samba-enredo.

 

Ney Vianna imortalizou sambas como “Tropicália Maravilha” , “Elis, “Ziringuidum 2001” e o já citado “Tupinicopolis”.

Deixando assim para sempre na história o seu grande legado.

Após quase trinta anos de sua trágica partida, o DNA de Ney Vianna ainda contribui para o nosso carnaval. Seu filho Igor Vianna é atual intérprete da Unidos de Bangu, e que vem preservando o legado do pai com uma carreira que já se torna sólida.

 

Por Waldir Tavares
Fontes: Recanto das letras
Fotos: Arquivos família / Memória Mocidade

 

 

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